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Déda "morreu pobre", diz ministro em velório

Por João Pedro Pitombo, Enviado especial | Folhapress
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Em Aracaju na noite de ontem (2), para o velório de Marcelo Déda (PT), o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) afirmou que uma característica fundamental do governador de Sergipe foi o fato de não ter enriquecido após ingressar na vida política.

"Déda nos encantou exatamente por ir além da política, pela capacidade de viver com intensidade a vida. E tem muita paixão por tudo que ele fez e uma coisa fundamental: ele morre pobre, o que é uma grande lição de um novo modo de fazer política", afirmou Carvalho, que lembrou o fato de ter atuado com o governador na fundação do PT.

Na última eleição que disputou, em 2010, Déda declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 555,7 mil (R$ 680 mil, no valor corrigido pela inflação).

O governador Jaques Wagner (PT-BA) também citou Déda como exemplo da "boa política".

"Marcelo Déda é um grande brasileiro: alegre, risonho, cantador, dançarino, jogador de futebol. É uma pessoa ímpar e inigualável. Ele deixa uma contribuição muito grande para a política sergipana e brasileira. Eu creio que vamos ficar com essa lembrança de um bom exemplo de uma boa política e nos mirar nessa energia positiva dele", disse.

Emoção

Em discurso emocionado durante o velório, a mulher de Déda, Eliane Aquino, contou que o governador manifestou o desejo de ser visto pelo povo sergipano em seu funeral.

"Ele me disse: 'Quero que o meu povo me veja'. E hoje eu digo: 'Olha aí, meu amor, o seu povo que você tanto ama lhe fazendo uma baita homenagem'", disse a primeira-dama.

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam do velório em Aracaju.

Em cerimônia restrita a parentes e amigos, Dilma falou rapidamente e disse que a morte de Déda deixava "um vazio".


 

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