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Vereador acusado de pedofilia renuncia ao mandato em Marília

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Cansini/Diário de Marília/Divulgação

Palhaço Choquito, acusado de pedofilia, renuncia ao mandato de vereador

O vereador João Paulo Salles, o palhaço Choquito (sem partido), entregou na tarde desta quarta-feira (4), na secretaria da Câmara de Marília, a carta de renúncia para escapar da cassação do mandato por falta de decoro. O Legislativo havia marcado para hoje a sessão que analisaria o relatório da Comissão Processante (CP) que se manifestou a favor da perda do mandato dele. Quem assume a vaga é o suplente, o empresário Marcos Rezende.

Choquito é acusado deter feito imagens de menores de 14 anos durante relações sexuais. Ele havia sido indiciado terça-feira (3), por crime de pedofilia na Delegacia Seccional.

A operação da Polícia Civil, com apoio de agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), foi deflagrada no final de agosto, após o recebimento de uma denúncia contendo suposto material pornográfico. Os policiais fizeram uma busca e apreensão na residência do vereador e em seu gabinete da Câmara, onde foram apreendidos três computadores, um notebook e um HD externo.

Diante disso o municípe Antônio Vieira entrou com representação na Câmara e pediu para instaurar Comissão Processante (CP) para apurar a quebra decoro parlamentar. Choquito então passou a tirar licenças médicas para não comparecer às sessões. O PSD decidiu também pela expulsão do vereador da legenda antes do julgamento do Legislativo.

Choquito estava em seu primeiro mandato e se elegeu com 1.407 votos na esteira do fenômeno eleitoral do palhaço Tiririca, o mais votado nas eleições a deputado federal.

O que ajudou a sensibilizar o eleitorado mariliense foi o fato, antes das eleições em agosto de 2012, quando Choquito passou por um drama pessoal. Sua esposa Jéssica Alves Moreira faleceu após um incêndio em uma loja de doces na zona sul da cidade. Durante o pouco tempo de mandato, ficou conhecido nacionalmente no programa CQC quando reproduziu um pronunciamento dele em que defendia a greve somente fora do expediente de trabalho. Em outra ocasião, Choquito afirmou que defendia a “abelhicultura” ao comentar sobre incentivos ao setor de apicultura, cujo pronunciamento arrancou gargalhadas dos vereadores e chegou a mais de 7 mil visualizações no Youtube. A renúncia não impede a sua inelegibilidade.

 

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