Economia & Negócios

Dólar registra 2º dia de forte queda e volta a se aproximar de R$ 2,30

Por Tiago Pariz | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

O dólar fechou em queda superior a 1% ante o real nesta sexta-feira (6) pelo segundo dia seguido, com o mercado reagindo à extensão do programa de intervenção cambial do Banco Central para o próximo ano e a novos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Arquivo JCNet

Moeda americana recua 1,37%, a R$ 2,3270 na venda

A moeda norte-americana recuou 1,37% nesta sexta-feira, a R$ 2,3270 na venda, perto da mínima da sessão, de R$ 2,3220. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares.

O dia foi marcado por um forte e repentino sobe e desce na primeira parte do pregão. Em poucos minutos, o dólar saiu da máxima para a mínima do dia em reação à divulgação de dados do mercado de trabalho dos EUA.

Segundo o Departamento do Trabalho, foram criadas 203 mil novas vagas fora do setor agrícola no mês passado, resultado que ficou acima das previsões de 180 mil e que diminuiu a taxa de desemprego para 7%

Inicialmente, a interpretação foi que a redução dos estímulos dados pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, poderia começar em breve. Mas, logo na sequência, os investidores reavaliaram os dados e entenderam que o resultado não é suficientemente forte para levar à redução dos estímulos neste mês. Com isso, o dólar consolidou a queda ante o real, seguindo o mesmo comportamento em relação a outras moedas.

"Quando saíram os números do 'payroll' (emprego nos Estados Unidos), o dólar deu um soluço. Os números são bons, mas não indicam nada de concreto. Por isso o mercado prefere trabalhar com a posição oficial do BC de que as intervenções vão continuar", afirmou o gerente de câmbio de corretora Fair, Mário Battistel.

Em entrevista à reportagem, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, afirmou que gostaria ver primeiro um mercado de trabalho mais forte, apesar de estar com a "mente aberta" para a redução do programa de compra de ativos do banco central norte-americano neste mês.

No Brasil, a queda do dólar foi acentuada por uma forte entrada da divisa, segundo operadores. Como o mercado estava com liquidez baixa, o impacto foi mais acentuado nas cotações.

Também contribuiu com a desvalorização da divisa o fato de o Banco Central brasileiro anunciar, na véspera, que vai estender o programa de atuações no mercado de câmbio para 2014.

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