No primeiro pleito desde a eleição presidencial de abril, quando a oposição acusou o governo de intimidar eleitores e o Conselho Nacional Eleitoral de fraude, os antichavistas temiam ontem que o discurso desmotivasse seus seguidores a sair a votar.
Até a semana passada, segundo Felix Seijas Jr., da empresa de pesquisas Delphos, a indicação era que a inclinação à abstenção aparecia mais nas respostas dos opositores que nas dos chavistas. Outro sinal de que o questionamento de Henrique Capriles, que perdeu a Presidência por menos de 2% para Nicolás Maduro, havia tido eco era a queda da confiança no CNE apontada por pesquisas.
Para assessores da oposição, Capriles não tem escolha e anda num “campo minado”: ele não poderia, dizem, simplesmente ter ignorado o desequilíbrio de campanha e as irregularidades a favor do chavismo com um resultado tão apertado. A esperança do grupo eram eleitores como o advogado Dari Arcia, 34, na fila para votar na cidade de Chacao, um bastião oposicionista no país.