Após abrir vantagem nas duas partidas que fez no Ginásio Panela de Pressão, quando venceu o Paulistano e abriu 2 a 0 na série melhor de cinco jogos da grande final do Campeonato Paulista, o Paschoalotto/Bauru não quer dar bobeira. A equipe joga hoje, às 20h, no Ginásio Antonio Prado Jr., em São Paulo, com o objetivo de fechar a série e levantar o caneco.
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Aceituno Jr. |
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O pivô Lucas Tischer (Bauru) será desfalque no jogo desta segunda-feira, junto com Pilar (Paulistano), pois cumprirão suspensão |
Um dos símbolos do atual projeto, o armador Larry Taylor tem a honra de ser o único jogador, ao lado do ala Gui Deodato, a ter disputado as seis edições do Campeonato Paulista desde a volta do basquete profissional em Bauru, no ano de 2008. “Um título seria muito especial para mim, por todo o tempo que estou aqui. A gente está muito perto, ganhamos dois jogos, mas não acabou ainda. Falta um jogo e não será fácil. O time do Paulistano tem qualidade, a gente sabe que precisa entrar focado e jogar com intensidade para vencer”, afirma.
“A gente vai buscar a vitória para tentar fechar a série e ser campeão. Seria bom para o time, para a cidade, para a torcida. Eu quero muito ser campeão, para mim teria um gosto diferente, estou há muito tempo aqui”, destaca o Alienígena, que busca seu primeiro título em Bauru. “Não quero deixar essa oportunidade passar. Não foi fácil. Estamos aqui trabalhando, dando o máximo, então queremos chegar lá”, conclui.
“Não dá para comemorar nada ainda, falta mais um passo. Fizemos o dever de casa, até porque é difícil vencer duas vezes seguidas um time forte como o Paulistano, mesmo em casa. A comissão técnica optou por descansar a gente, o time estava sentindo bastante já no final, e o foco é todo no Paulistano. Temos que pensar que está zero a zero, até por ser fora de casa”, analisa o pivô Murilo lembrando que os principais jogadores do grupo foram poupados do jogo de sábado, contra o São José, fora de casa, pelo NBB. Sobre a decisão de hoje, o pivô define: “É o jogo da vida”.
Sem provocação
O técnico Guerrinha entende que Bauru não pode entrar na “pilha” do adversário. “Não podemos entrar nas provocações que estão acontecendo. Aqui a gente conseguiu bem passar por isso, o Lucas (Tischer) acabou não conseguindo, perdemos ele para este jogo. É torcer para que tenhamos uma boa arbitragem. No primeiro jogo em Bauru foi boa, no segundo a arbitragem foi excelente”, resume Guerrinha. “E jogar basquete. Isso é o mais importante. O Paulistano joga com contato faltoso, nós jogamos com contato, mas sem falta. A gente tem que esquecer o árbitro, aí podemos sair com a vitória”, pontua o treinador.
Marcas
Se conquistar o título paulista, será a segunda vez que a Cidade Sem Limites vai comemorar a conquista do certame estadual – a outra foi em 1999, quando superou Franca na decisão. O outro título de expressão do basquetebol bauruense foi o Brasileiro de 2002, também na época do Tilibra/Copimax, com a final contra Araraquara.
Curiosamente, ambos tiveram seus jogos decisivos na Panela de Pressão. Ou seja, se Bauru vencer hoje – ou mesmo amanhã, em um eventual quarto jogo – conquistará pela primeira vez um título fora de casa. Será também a terceira conquista de Guerrinha, que estava à frente do time em 1999 e 2002.
Um título em 2013 também colocará o pivô Murilo Becker em uma galeria privilegiada de atletas que possuem dois títulos profissionais por Bauru na elite. Estavam nos times de 1999 e 2002: Raul Togni, Vanderlei, Brasília, César e Zezinho. Porém, apenas o ala Vanderlei e o pivô Brasília foram titulares nos dois anos (o primeiro inclusive foi MVP do Brasileiro de 2002).
“Isso é algo que motiva muito. E quem sabe podemos conquistar outros títulos por Bauru ainda. Mas primeiro temos que focar neste, pois ainda precisamos vencer um jogo”, destaca Murilo.