Casas inundadas, estudantes sem aulas, motoristas ilhados sobre o capô de carros, passageiros amontoados em estações fechadas de trem e metrô. A quarta-feira (11) começou com sofrimento para moradores do Rio e da Baixada Fluminense, onde fortes chuvas provocam alagamentos desde o início da manhã.
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Tomaz Silva/Agência Brasil |
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Chuvas inundam casas e deixam alunos sem aulas no Rio de Janeiro |
A situação mais dramática é em Nova Iguaçu, na Baixada, onde há um desaparecido e cerca de mil pessoas desabrigadas.
O prefeito Nelson Bornier (PMDB) fechou as 127 escolas municipais e decretou estado de calamidade pública. Moradores tentavam usar colchões de ar como canoas para deixar suas casas e escapar do alagamento.
O morador do bairro de Rodilândia Martinho da Silva, 50, estava desaparecido até as 13h.
Os alagamentos pararam vias de acesso ao Rio, como a rodovia Presidente Dutra, e provocaram atrasos e interdições no transporte sobre trilhos.
Os trens ficaram parados desde cedo nos ramais de Belford Roxo e Saracuruna, que levam trabalhadores da Baixada para o Rio. No metrô, cinco estações foram interditadas na linha 2, entre Pavuna e Colégio.
Tomaz Silva/ Agência Brasil |
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Chuva alga rua no município do Rio de Janeiro, que entrou em estado de alerta |
Muitas famílias da zona norte da capital não conseguiram sair de casa. Morador da favela de Vigário Geral, Carlos Souza, 35, contou que está ilhado em seu apartamento desde o início da manhã.
"Estou preso em casa, observando as pessoas enfrentando a água com barcos ou pranchas de surf", disse.
Enquanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pedia na TV que a população ficasse em casa, milhares ainda se arriscavam para tentar chegar ao trabalho.
As cenas de desespero se repetiam em vias que dão acesso ao centro Rio, como a Radial Oeste, que ficou inundada próximo ao estádio do Maracanã, e a avenida Brasil.
Na Brasil, motoristas chegaram a voltar na contramão com medo de arrastões. Outros abandonaram seus carros perto de bolsões de água e tentaram escapar a pé nas proximidades de Manguinhos, na zona norte.
Tomaz Silva/ Agência Brasil |
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Chuva alga rua no município do Rio de Janeiro, que entrou em estado de alerta |
Chuva afeta circulação de trens e metrôs
As chuvas que atingiriam o Rio durante a madrugada e a manhã de hoje afetaram os serviços de metrô e trens urbanos da cidade.
Deste o início da manhã até o final da tarde, as cinco últimas estações da linha 2 do metrô, que atende a bairros da zona norte, como Pavuna, Colégio e Coelho Neto, estavam fechadas por conta de alagamento na via por onde trafegam os trens.
Funcionários da MetrôRio, concessionária do serviço no Rio, tentam bombear a água acumulada na via. O sistema de som nas estações e dentro dos vagões alerta os usuários para os problemas.
O metrô da cidade está, portanto, funcionando da zona sul, passando pelo centro, até a estação de Irajá, na zona norte. De Irajá em diante, o sistema não está funcionando.
Já os trens apresentaram problemas do final da madrugada até o início da tarde. Dois ramais - que são linhas que ligam a estação Central do Brasil até bairros distantes da cidade e até municípios da Baixada Fluminense -, ficaram sem operar.
O ramal que liga o centro do Rio ao município de Belford Roxo, vizinho a Nova Iguaçu, local mais afetado pelas chuvas, ficou fechado de 5h45 até 12h15. Já o ramal de Saracuruna, bairro do município de Duque de Caxias, ficou parado de 5h45 até 11h45.
Duas estações de trem ficaram fechadas por conta dos acessos totalmente alagados. Foi o caso da estação São Francisco Xavier, na Tijuca, zona norte, e também a de Olaria, também na zona norte da cidade.
De acordo com a Supervia, concessionária que administra o serviço, por volta das 16h30, apenas a estação de Olaria permanecia fechada.


