Ao menos 225 funcionários vinculados à Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) e mais de 20 servidores da Câmara Municipal de Bauru estão sem poder fazer compras com o vale-alimentação, porque os saldos estão zerados. Embora a fundação, como faz todos os meses, tenha autorizado as recargas no último dia 5, muitos trabalhadores se surpreenderam ao perceber que seus cartões estavam sem créditos.
A suspeita é de que os vales tenham sido clonados, já que, em muitos casos, o extrato acusou compras efetuadas em estabelecimentos da Capital e cidades como Porto Alegre (RS).
“O meu foi gasto em uma padaria de São Paulo. Foram R$ 305,00 em compras. Agora, não tenho nem ideia de quando vou ser ressarcida”, reclama uma funcionária do Hospital Estadual (HE), que preferiu não se identificar.
Além de funcionários do HE, também foram afetados trabalhadores do Hospital Manoel de Abreu e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), gerenciados pela Famesp, além da Câmara.
Embora um grande número só tenha sofrido o prejuízo em dezembro, a fundação informa que as queixas sobre saldos zerados já vêm sendo registradas desde outubro.
Desde então, a diretoria administrativa do Hospital de Base entra em contato com a Bônus Brasil, empresa responsável pelos vales, sem retorno resolutivo. “Por isso, estamos tomando medidas administrativas cabíveis, incluindo a revisão de contrato”, afirma Mônica Hamai, diretora-administrativa do HB.
Diante do grande número de funcionários prejudicados neste mês, o departamento jurídico da Famesp está revisando o contrato com a Bônus. Hoje, a assessoria jurídica da fundação irá se reunir com representantes da empresa no Hospital Estadual, para definir datas e condições para os ressarcimentos.
Com a mesma finalidade, os responsáveis pelo departamento de recursos humanos da Câmara também têm reunião agendada para hoje com a Bônus.