Tribuna do Leitor

Um ídolo


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Na semana em que perdemos Nelson Mandela, perdemos também uma postura de vida, um estilo. Não parecia que estávamos perdendo uma vida, mas sim todo um modelo de nação, uma nação sem preconceitos e de orgulho negro.

Podemos dizer que Mandela não significa uma pessoa, mas sim um título que significa: "aquele que luta pela liberdade". Mesmo sabendo (através de cartas a este jornal, 8/12) que ele tenha se envolvido em guerrilhas e coisas do tipo, sua imagem permanece a mesma.

Olhando para o mundo da época, o contexto é o fim da Segunda Guerra, os territórios que ainda eram colônias da Europa passaram a reivindicar, através de seus "Mandelas", uma autonomia que até então não possuíam, e foram eles que os tornaram livres, como na Índia, África, Ásia e Oceania ou mesmo os negros no sul dos Estados Unidos. Salve, Mandela!

A vida de Mandela e sua morte deixam-nos um legado: o da paz e do conciliamento, uma cartilha simples e prática. Quem sabe até o Oriente Médio se identifique com Mandela e através da consciência se organize em seus respectivos estados e fronteiras. Bem, ele se foi, mas não deixou devendo nada à vida, pelo contrário, deviam ter dado mais a ele e sua filosofia de vida, pois um pessoa dessa não se encontra em qualquer página da história.

Rafael Ramos Teixeira

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