O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu ontem rapidez nas investigações sobre o cartel que atuou em licitações do Metrô e da CPTM para que “pessoas sérias” não sejam envolvidas indevidamente no caso.
Reportagem da “Folha de S.Paulo” de ontem mostrou que um ex-executivo da Siemens afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que dois secretários de Alckmin eram destinatários de propinas pagas pelo esquema.
O depoimento levou a Justiça Federal em São Paulo a enviar a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os secretários de Alckmin citados como tendo recebido suborno são Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil, e Rodrigo Garcia (DEM), do Desenvolvimento Econômico. Ambos negam as acusações.
“Nós queremos que a investigação se faça com seriedade e rapidez, até para não colocar o nome de pessoas sérias envolvidas”, afirmou o governador.
Questionado se via necessidade de que os dois se afastassem dos cargos durante a investigação, Alckmin disse que “não se pode agir sem ser justo”: “O que nós precisamos é investigar.”