João Rosan |
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Rodrigo e Estela em terreno da Nações Norte, cedido pela prefeitura para abrigar a “universidade federal” |
Mesmo ainda sem definições sobre os cursos que serão oferecidos, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) deu passo importante para a instalação de seu câmpus em Bauru. Na semana passada, foi concluído o processo de licitação para a construção da unidade, que tem status de universidade federal.
Após análise de documentação de habilitação e proposta comercial, a empresa CBN Construtora Ltda, de Ribeirão Preto, venceu a concorrência pública e receberá R$ 8.047.655,73.
Procurada pela reportagem, a assessoria do IFSP não respondeu sobre prazo para início das obras, mas o resultado da licitação já foi homologado pela reitoria. O edital prevê que a execução dos trabalhos deve durar, no máximo, oito meses a partir da execução do serviço.
Além disso, a vice-prefeita Estela Almagro (PT), que articulou a criação do câmpus no município, assegura que as aulas terão início em 2015. O prazo de um ano é considerado pela petista como suficiente para a solução de todos os trâmites burocráticos, bem como a conclusão da construção.
Os prédios do câmpus de Bauru serão construídos em área de 60 mil metros quadrados, doada pela prefeitura, localizada às margens da avenida Nações Norte.
O JC teve acesso ao projeto da obra. O conjunto edificado terá um bloco para laboratório de informática e biblioteca com 955 metros quadrados; um bloco administrativo de 545 metros quadrados; um com salas de aula, com de 1.066 metros quadrados; além de área de convivência e quadra poliesportiva, pavimentação e urbanização o terreno. Serão 4.989 metros quadrados de área a ser construída.
E os cursos?
Consultados pelo IFSP, Estela e o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) optaram por um câmpus que ofereça cursos do tipo urbano, mas ainda não há definiam sobre quais deles serão ministrados na unidade de Bauru.
A vice-prefeita diz que uma audiência pública vai discutir quais serão esses cursos. “Estamos esperando o instituto agendar isso. A expectativa é de que acontecesse até o final deste ano”.
Em agosto, a petista e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnaldo Ribeiro, deram início à discussão do assunto junto ao pró-reitor de Extensão do IFSP, Wilson de Andrade Matos.
A natureza dos cursos a serem oferecidos é indicada pelo município que deve avaliar quais as áreas de necessidade para Bauru e região, tomando como base os geradores do PIB local, além da tendência de negócios no raio de aproximadamente 100 quilômetros.
Como cursos fortes oferecidos pelo Instituto no país estão as áreas de indústria, mecânica, eletrotécnica, processamento de dados, construção civil, turismo, automação e agroindústria, entre outros.
Histórico
A instituição, que há 13 anos era uma escola técnica, passou por vários estágios e foi transformada em instituto em 2008. Hoje, o IFSP tem status de universidade com eixo de qualificação profissional, oferecendo do nível técnico, passando pela graduação e chegando à pós-graduação.
Para a implantação de um câmpus é necessário um quadro de funcionários de 60 professores e 45 servidores administrativos para oferecer, em média, de quatro a cinco cursos. No entanto, o processo se dá por etapas, necessitando de dois a três anos para sua complementação total, o que significa também atender cerca de 1.200 alunos em plena atividade.
O câmpus foi pleiteado em 2009 pela vice-prefeita Estela Almagro e a então secretária municipal de Educação Majô Jandreice. Além de Bauru, mais sete cidades do Estado foram contempladas.
O instituto destina 50% das vagas para curso de tecnologia e no mínimo 20% para licenciatura, sobretudo na área da ciência e matemática e, complementarmente, oferece cursos de formação inicial, continuada, engenharia e pós-graduação. Atualmente, no Estado de São Paulo, possui mais de 15 mil alunos em 25 campi.
