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Mais de 58% não aprovam o governo de Cristina Kirchner


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A greve de policiais e a consequente onda de saques que tomou conta da Argentina levou a taxa de desaprovação ao governo de Cristina Kirchner a chegar a quase 60%, de acordo com pesquisa da consultoria Management & Fit publicada anteontem pelo diário Clarín.

 

Reuters

Aumentou a taxa de desaprovação ao governo de Cristina Kirchner

No mês passado, a gestão de Cristina Kirchner era desaprovada por 47,8% da população. Agora, são 58,4%.  Sua imagem também saiu bastante arranhada da greve de policiais, que resultou em um aumento na violência e deixou um saldo de 11 mortos em uma onda de saques.


Segundo a pesquisa, apenas 27,9% dos entrevistados têm uma imagem positiva da presidente Cristina Kirchner, diante de 42,3% no mês anterior. O percentual dos entrevistados que veem Cristina Kirchner de forma negativa subiu de 30% para 48%.


Com a greve de policiais, os 11 mortos e sua administração ineficaz da crise, Cristina se viu em um dos piores momentos de seu governo, comparável apenas à época da briga com o setor agropecuário e aos meses anteriores à morte do ex-presidente Néstor Kirchner.


As pessoas não culpam apenas os policiais e os governos das províncias pela violência, mas também o governo federal, pelo modo ineficaz de lidar com o conflito. Para 57,3%, a Casa Rosada “não está conseguindo controlar a situação”, que começou em Córdoba e se espalhou para mais 19 províncias.


Pela reivindicação de aumento salarial, os policiais saíram às ruas para protestar e deixaram de fazer a segurança em diversas cidades. Como consequência, comércios foram saqueados e houve brigas e assassinatos.


A Casa Rosada chegou a afirmar que havia afirmou que havia “um complô desestabilizador” e que algumas forças políticas estariam por trás das convocações de saques pelas redes sociais.


O surgimento de protestos nas províncias enterrou a percepção, prevalente em certos círculos políticos, de que a doença de Cristina e sua licença a preservavam de supostos erros que poderiam cometer seus ministros ou o vice Amado Boudou.

 

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