Divulgação/Zoológico de Bauru |
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O filhote, em pé, completa um ano hoje; deitado, um de cada lado, estão os pais do aniversariante |
O primeiro pinguim nascido em zoológico brasileiro completa um ano de vida nesta segunda-feira (16).
O animal nasceu após 42 dias de incubação no pinguinário do zoológico de Bauru. Segundo Luiz Pires, diretor do Zoo Bauru, é comum a postura de dois ovos, mas geralmente nasce ou sobrevive somente um filhote quando em vida livre, porém, no ano passado, após o nascimento em Bauru, o Zoológico de Gramado-RS também conseguiu a reprodução e lá foram dois filhotes nascidos e que sobreviveram.
Hoje, o Pinguim - da espécie Magalhães - já caminha para uma situação preocupante em vida livre, pois o aumento cada vez maior do transporte marítimo representa um descarte também maior de óleo, que combinado com a diminuição dos recursos pesqueiros e a poluição provocada pelo lixo que chega aos mares, vem diminuindo rapidamente o tamanho das colônias.
Neste ano, novamente, o casal que gerou o primeiro filhote já se encontra incubando dois novos ovos e a equipe do Zoo aguarda com intensa expectativa a chegada de um novo filhote. Isso foi possível porque a situação de cativeiro é mais tranquila do que em vida livre, uma vez que não falta alimento nem segurança para os pais e filhotes. Ainda segundo Pires, para esse ano é esperado um numero maior de nascimentos no Brasil, pois se sabe de casais chocando novamente em Gramado, e nos aquários de Santo André e do Guarujá.
Pensando em salvar algumas dessas aves, estudar seu comportamento e desenvolver métodos para a sua manutenção em cativeiro, foi que em 1989, o Zoo Bauru desenvolveu um recinto especialmente adaptado para receber seu primeiro grupo de pinguins, e assim, trabalhar intensamente na busca do conhecimento necessário para garantir em cativeiro a sobrevivência de mais essa espécie.
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Ricardo Ursulino/Divulgação |
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Filhote caminha pelo pinguinário de Bauru nos primeiros dias de vida |
Espécie
Trata-se de um exemplar de Pinguim de Magalhães (Spheniscus magellanicus), espécie que habita o sul da América do Sul (Antártida, Ilhas Malvinas, Patagônia, sul da Argentina e Chile). É uma espécie bem emblemática, pois todos os anos realiza uma migração de mais de seis meses, quando fugindo do intenso frio de seu ambiente natural, segue correntes marítimas ao logo da costa brasileira, quando muitos deles, fracos, doentes ou contaminados por óleo de navios, acabam se perdendo dos grupos e sem força para seguir as correntes marítimas acabam sendo empurrados para nossas praias, onde a maioria acaba morrendo.
