Regional

Gás tóxico vaza no SAEE de Garça

Da Comarca de Garça
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A mistura de hipoclorito de sódio com ácido fluorsilícico num reservatório nas dependências do Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (SAAE) de Garça (70 quilômetros de Bauru) levou no início da tarde de ontem o Corpo de Bombeiros a evacuar o prédio e isolar a área num perímetro de 100 metros. O incidente ocorreu depois que uma equipe terceirizada depositou o ácido fluorsilícico no enorme galão reservado a hipoclorito de sódio.

A reação levou a liberação de gases e ao encaminhamento para atendimento hospitalar de três funcionários do SAAE  e um da empresa que trouxe o produto. Todos foram atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento e depois de medicados foram liberados.

De acordo com o diretor superintendente da autarquia, Ary Marino Filho, o problema se deu pela mistura de dois ácidos que são corrosivos, mas antes que a tarde finalizasse o problema já estava sob controle. “A situação está controlada. Houve sim uma contaminação do ambiente, mas todas as medidas  de segurança já foram tomadas. Foi um problema com gás que contaminou o ambiente e estamos aguardando a chegada da equipe da Cetesb”, declarou Marino Filho. Não houve nenhum problema com a água distribuída nas torneiras aos moradores de Garça.

Segundo a tenente Lurela do Corpo de Bombeiros de Marília, a situação já estava sob controle. “De acordo com a Cetesb de São Paulo há uma liberação de vários tipos de gases. Nesse primeiro momento seguimos as medidas de segurança com o isolamento da área e o encaminhamento das pessoas que foram acometidas pelos gases para atendimento hospitalar”, explicou a tenente.

Segundo ela, é difícil ter uma ocorrência desse tipo e a preocupação foi com relação à direção do vento, porque os gases afetam a área respiratória. Apesar da situação controlada o forte cheiro ainda era sentido no final da tarde e as plantas ao redor do prédio foram afetadas ficando várias folhas queimadas. O forte cheiro era semelhante ao de água sanitária. “Nós não vamos tirar o reservatório até sabermos de fato qual o tipo de reação a mistura desses produtos acabou causando. Amanhã (hoje) o fornecedor entrará em contato com o fabricante  para saber que tipo de produto foi gerado. Até que tudo seja esclarecido o local será preservado e teremos o acompanhamento da equipe da Cetesb, mas a responsabilidade pela retirada do galão é do fornecedor e do SAAE”, disse o diretor Ary Marino Filho.   A mistura indevida do flúor com o hipoclorito de sódio que gerou o gás foi feita pelo motorista do caminhão do fornecedor, sob orientação de um funcionário do SAAE.  “Infelizmente o motorista foi mal orientado pelo funcionário do SAAE que há mais de 20 anos trabalha na autarquia. O SAAE trabalha com flúor há mais de 30 anos e nunca tivemos, até aonde sei, nenhum acidente desse tipo. Será aberta uma sindicância para apurar as responsabilidades”, disse. 

Até que a situação se resolva,  a liberação do gás será monitorada. Segundo a tenente Lurela, quando a equipe for manipular o reservatório de plástico deverá entrar em contato com a corporação para que as medidas de segurança sejam tomadas.

 

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