Os petroleiros que trabalham na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, no Paraná, suspenderam a greve iniciada no domingo (15), após a empresa apresentar proposta para aumentar a segurança da unidade.
|
Divulgação |
|
A greve foi suspensa após uma reunião realizada na segunda-feira (16) |
A greve foi deflagrada depois que um incêndio interrompeu a produção da unidade, em novembro, e a Petrobras anunciou que retomaria as operações esta semana. Os empregados da Repar afirmavam que não havia condições de segurança suficientes para retomar a operação, e por isso decidiram cruzar os braços.
A empresa ainda não informou quando a produção será retomada. A parada da Repar foi o motivo apontado nesta terça-feira (17) por analistas para a forte queda da empresa na Bovespa. Os papéis mais negociados caíam 3,29%, por volta das 17h30, a maior queda do Ibovespa, e as ordinárias cediam 3,11%, a segunda maior desvalorização.
Os analistas temem que a menor produção própria de derivados leve a estatal a importar mais gasolina e diesel, a preços maiores do que pratica no mercado interno. A defasagem da gasolina e do diesel em relação ao mercado internacional gira em torno dos 17%, o que reduz os ganhos da companhia.
O desempenho da Petrobras, um dos papéis de maior peso no índice, ajudava a queda do principal índice do mercado hoje, de 0,38% no mesmo horário.
Avanços
A greve foi suspensa após uma reunião realizada na segunda-feira (16) com a Petrobras, segundo o sindicato da categoria no Paraná.
Entre os avanços obtidos, os mais importantes foram a ampliação de três para quatro operadores na área da Unidade de Destilação (U2100) e a garantia de repouso de 24 horas para cada trabalhador envolvido na partida da U2100. Uma das principais reclamações dos funcionários era a carência de trabalhadores nas unidades.
Foi também criado um grupo de trabalho, com a participação do sindicato, para acompanhamento da saúde dos trabalhadores que participaram do combate ao incêndio e limpeza da U2100. Também não haverá desconto dos dias parados.
"Os demais pontos tiveram o compromisso assumido pela empresa de que serão tratados em reuniões da pauta de reivindicações local, de discussão do efetivo da Repar e na Comissão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS)", informou o sindicato.
A Petrobras não se pronunciou até o momento sobre o assunto.
