Economia & Negócios

Crescimento da indústria ditará ritmo de leilões do pré-sal, diz ministério

Folhapress
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Depois de realizar três leilões em 2013, inclusive o primeiro de uma área da cobiçada região do pré-sal, o governo não trabalha com previsão de disputas no ano que vem, que será dedicado a selecionar as melhores áreas para serem vendidas em 2015.

No caso de áreas do pré-sal, a decisão pela venda de novas áreas vai depender também do ritmo de crescimento da indústria local, para evitar que as exigências de conteúdo mínimo nacional não seja cumprido, conforme determina a Lei da Partilha, aprovada em 2010 e que norteia os leilões do pré-sal.

De acordo com o secretário do Ministério de Minas e Energia para área de petróleo e gás, Marco Antônio Almeida, a tendência é de que o leilão de blocos no pré-sal fique para 2015.

"O futuro (dos leilões) dependerá da capacidade da indústria nacional. Vamos fazer um estudo para avaliar o ritmo que devemos dar às vendas", disse Almeida na abertura do seminário sobre os 10 anos do Prominp, programa coordenado pela Petrobras de estímulo à produção local de bens e serviços.

Uma reunião no dia 28 de janeiro, em Brasília, decidirá a empresa que será contratada para fazer o estudo que vai casar o ritmo dos leilões do pré-sal com a produção nacional.

Presente no mesmo evento, a diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, disse que em 10 anos o pré-sal será 50% da produção de petróleo do país. Ela estima em cerca de US$ 500 bilhões os investimentos nesse período, "e o grande desafio será capacitar a indústria para atender tudo isso", afirmou.

Pulo

Também no evento de abertura, o presidente da Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), Eloi Fernández y Fernández, informou que desde que o Prominp foi criado os investimentos da indústria do petróleo pularam de US$ 4 bilhões para US$ 60 bilhões anuais.

"Houve essa mudança de grandeza pela descoberta do pré-sal, e ao longo dos últimos 10 anos uma série de segmentos da indústria se consolidou, como a indústria naval", destacou.

Também nos últimos 10 anos o número de fornecedores certificados para atender a Petrobras pularam de 14 mil para 20 mil, informou o coordenador executivo do Prominp, Paulo Alonso, que vê potencial de pelo menos 112 novas empresas de bens e serviços se instalarem no Brasil nos próximos anos.

"Fizemos um trabalho no exterior e avaliamos 174 empresas que fabricam equipamentos e relacionamos 112 que tem todo potencial de se instalar no Brasil", disse a jornalistas após a abertura do evento.

Segundo ele, algumas dessas empresas já estão sondando o mercado local e conversando com governos para abrir fábricas no Brasil, mas não deu nomes.

    

 

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