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Arrastão encontra diversos criadouros na região noroeste

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Nem mesmo o bebedouro de uma égua escapou das larvas da dengue. Durante o arrastão na região noroeste de Bauru, ontem de manhã, os agentes da campanha Big Busca Bauru flagraram diversos criadouros do Aedes aegypti nos três bairros percorridos.

Entre os que chamaram mais atenção estavam um criadouro no bebedouro de uma égua, na quadra 2 da rua Antônio Fabri, e o estágio avançado das larvas em uma piscina de uma construção na avenida do Contorno, ambos os endereços localizados no Fortunato Rocha Lima.

“O pessoal não liga muito. A coleta passa toda segunda, quarta e sexta, mas aqui vive cheio de lixo. A égua é do marido da minha avó, vou avisá-lo e pedir para que ele tome mais cuidado”, afirma a estudante Mariane Cristina da Cruz, de 20 anos, após receber a orientação de um dos agentes da campanha sobre a situação encontrada em frente da sua casa.

Foram várias as situações encontradas e orientações concedidas aos moradores do Fortunato Rocha Lima, Parque Jaraguá, Parque Roosevelt e Jardim Eldorado 2, durante o 3º dia da campanha que tem como objetivo frear uma nova epidemia da doença em Bauru.

A ação, produto de uma parceria entre a Unimed Bauru e a prefeitura, com apoio do Jornal da Cidade, segue até esta sexta-feira.

Hoje, as equipes formadas por 75 agentes vão atuar no Pousada da Esperança 1 e 2 e na Vila São Paulo, região nordeste da cidade.

Big Busca móvel

Por meio de visitas, os agentes desenvolvem práticas para que a população faça a busca ativa dos criadouros do mosquito transmissor da dengue.

Além das equipes, cinco caminhões percorrem as áreas críticas coletando materiais depositados pelos próprios agentes, em frente às casas, que sirvam como criadouro das larvas.

Ontem, os caminhões saíram lotados dos bairros percorridos. Entre os materiais descartados mais curiosos estavam pias, vasos sanitários, caixa d’água e até uma geladeira.

“Essa região é problemática em relação ao despejo irregular de lixo. Recolhemos objetos tanto dentro das casas quanto nos terrenos”, observa a coordenadora do programa e do Plano de Combate à Dengue da prefeitura, Rosa Gonçalves Cruz.


Alerta!

De acordo com a Divisão de Vigilância Ambiental, até ontem o município totalizava 7.442 casos de dengue, sendo 7.429 autóctones e 13 importados, com dois óbitos em 2013.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população que esta é a época em que se observa o aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, devido ao clima quente e úmido.


Tambores da dengue

No Parque Jaraguá, dois criadouros foram encontrados na quadra 2 da rua Francisca Martha Isidoro. Ambos funcionavam como tambores de reserva de água. “Aqui falta água toda semana, por isso estocamos. Nunca achei que a dengue fosse conseguir entrar aí, até porque está tampado”, diz o morador Roberto José do Prado.

“Basta destampar por alguns minutos para que o mosquito deposite os ovos. É preciso trocar sempre a água e limpar o recipiente pra que isso não aconteça”, rebate a agente Neide Lourenço.

A mesma orientação foi concedida à vizinha da casa, Geni de Oliveira, após os agentes encontrarem criadouro em um tambor que ela mantinha como reserva para regar flores em seu terreno. “Vou arrumar uma tampa plástica para cobrir o tambor”, diz Geni.

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