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Morre o cantor Reginaldo Rossi, o rei do brega, aos 69 anos

Folhapress
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O cantor estava internado no hospital Memorial São José desde o dia 27 de novembro, quando deu entrada no local sentindo dores fortes no peito.


Após sua internação, o cantor chegou a ser transferido para um quarto, mas voltou em 8 de dezembro à UTI com insuficiência renal e hipertensão. Depois disso, uma intervenção cirúrgica levou ao diagnóstico do câncer.


Ontem o cantor voltou a respirar com a ajuda de aparelhos. De acordo com boletim médico divulgado na tarde de ontem, a entubação se deveu a uma "fadiga muscular" e "queda da saturação de oxigênio" do cantor.


Rossi havia sido diagnosticado com câncer de pulmão no início deste mês. Ele fazia quimioterapia.


"Estou pronto para a batalha e tenho certeza que vencerei", havia dito o cantor ao saber do diagnóstico da doença, de acordo com boletim médico divulgado pelo hospital em 11 de dezembro.


Biografia


Nascido no Recife em 1944, Rossi -na verdade Reginaldo Rodrigues dos Santos, sendo o sobrenome famoso uma criação artística- começou a carreira na capital pernambucana nos anos 1960 em conjuntos da Jovem Guarda que tocavam iê-iê-iê, como o The Silver Jets. Imitava Roberto Carlos no jeito de se vestir, de cantar e até no cabelo.


No final dos anos 1980, já como cantor de músicas românticas (preferia que chamassem assim, alegava que defini-lo como brega era preconceito), ficou mais conhecido em Pernambuco e no Brasil, por músicas como "Garçom", "A Raposa e as Uvas", "Pedaço de Mau Caminho" e "Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme".


Passou a ser cultuado por músicos jovens e da cena roqueira do Recife, que em 2000 gravaram o CD "Reiginaldo", com releituras de suas principais canções.


Era famoso pelas ótimas performances no palco, como a do show que fez em 2009 durante a Virada Cultural em São Paulo, levando ao delírio a multidão que lotou o Largo do Arouche.

 

 

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