Internacional

Espionagem custou à Boeing um contrato multibilionário com o Brasil


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Dilma Rousseff estava completamente encantada. O Brasil se empenhava havia anos para decidir que empresa escolher para fechar um contrato de mais de 4 bilhões de dólares para a compra de jatos de combate, um dos negócios mais cobiçados da setor de defesa, e que iria definir as alianças estratégicas do país nas próximas décadas.

Mas Dilma, conhecida por ser às vezes áspera e arisca com líderes estrangeiros, ficou entusiasmada depois de um encontro de 90 minutos em Brasília em 31 de maio com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Depois de Biden dar garantias de que os Estados Unidos não iriam bloquear transferências cruciais de know-how tecnológico para o Brasil se comprasse os jatos, ela estava mais perto que nunca de escolher a Boeing, com sede em Chicago, para que fornecesse o seu modelo de combate F-18 Super Hornet.

“Ela está pronta para assinar na linha pontilhada”, disse na época à reportagem um dos principais assessores de Dilma. “Isso deve ocorrer em breve.”

E então surgiu Edward Snowden. Documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA), liberados nas semanas depois da visita de Biden, acabaram enfurecendo Dilma e mudando completamente os planos dela, disseram autoridades em Brasília.

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