Política

Prefeito faz balanço acrítico do governo

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Rodrigo Agostinho (PMDB) reuniu o primeiro escalão do governo para apresentar o balanço do primeiro ano de sua segunda administração à frente da Prefeitura. Na tarde de ontem, mostrou ter registrado todos os feitos de 2013 por todas as secretarias e órgãos da administração indireta. Apesar disso, o prefeito não conseguiu – ao menos, plenamente – estabelecer critérios para avaliar a eficiência e resolutividade das ações do poder público municipal.

“Já tenho os números e a quantificação de tudo o que fazemos. Falta, agora, a segunda etapa. Antes, ninguém contava quantas bocas de lobo eram trocadas ou limpas. O serviço era feito, mas não havia o controle. Hoje, amparado pelas secretarias, há um funcionário fazendo isso”.

Em reportagem publicada pelo JC, em novembro de 2012, Rodrigo prometeu medir a eficiência de gestão a partir de critérios sugeridos pelo programa “Cidade Sustentável”. A administração, no entanto, ainda não conseguiu definir dois pontos importantes para viabilizar essas avaliações: custos e metas.

Os serviços de capinação podem ser utilizados como exemplo para ilustrar o primeiro caso. Ele é feito tanto pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural quanto pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), mas o prefeito não sabe quanto custa o metro quadrado de área capinada. Só em 2013, a empresa municipal capinou 2,4 milhões de metros quadrados.

“Temos o valor pago à Emdurb porque é por contrato, mas, no preço, está embutida a margem que ela precisa para se manter. Então o custo, de fato, ainda é uma incógnita”.

Para o ano que vem, a secretarias municipais de Finanças e de Administração, como já adiantou o JC, pretendem calcular o custo de cada unidade e/ou departamento da prefeitura. A tarefa parece complicada e complexa, mas já é desempenhada, há tempos, por grandes empresas da iniciativa privada.

Metas

Para avaliar de forma plena a eficiência de seu governo, Rodrigo Agostinho diz que depende também da definição de metas. “Não adianta levarmos a coleta seletiva para 100% da cidade. Temos que saber quantidade de material que precisamos recolher e que conseguiremos dar a destinação correta”.

A ideia é saber o quanto a prefeitura faz, o quanto deveria faze e o quanto consegue fazer. “Não me refiro apenas a questões materiais. Temos que fazer isso também com o Índice de Mortalidade Infantil, por exemplo. Todos os anos são publicados os índices, mas não sabemos o patamar que deveríamos alcançar em curto, médio e longo prazo”, explica.


Grandes obras

Durante a sua apresentação, Rodrigo Agostinho citou cinco grandes obras que serão entregues no início de 2014: a barragem Água do Sobrado, a ligação do Jardim Flórida com o Bauru 2000, o viaduto inacabado, a avenida Água Comprida e a Praça de Esporte e Cultura (PEC). Todas foram viabilizadas com recursos federais e privados, com contrapartidas municipais.

O prefeito também deu ênfase às grandes obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), de R$ 123 milhões, e do PAC Pavimentação, que vai asfaltar 985 quadras de terra.

Apesar do orçamento apertado e da negociação da dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) – que consumirá R$ 7,5 milhões dos cofres da prefeitura – Rodrigo foi otimista ao apresentar as metas para 2014.

Na Educação, por exemplo, estão previstas as construções de 15 escolas, que poderão zerar o déficit de 1.200 vagas na educação infantil. A expansão da rede básica de Saúde e a reforma do Pronto-Socorro Central (PSC) também estão nos planos do governo, bem como a colonização do Distrito Industrial 4.

 

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