Esportes

Bauru Basket perde para o Flamengo nos segundos finais

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Eder Azevedo

Paschoalotto perde por 96 a 94 para Flamengo e bauruenses reclamam da arbitragem

O último jogo do Paschoalotto/Bauru no Novo Basquete Brasil (NBB) neste ano não foi em clima de festa. Ao contrário. E o Flamengo foi cirúrgico, aproveitando melhor as brechas deixadas pelos bauruenses e vencendo por 96 a 94. A partida realizada na tarde deste sábado (21), na Panela de Pressão, a última do calendário nacional de basquete de 2013, contou com reclamações dos bauruenses contra a arbitragem. Controvérsia ou não, foram em pelo menos duas intervenções reclamadas contra a arbitragem que os cariocas acabaram construindo o caminho da vitória, mantendo vantagem até o final da partida, apesar do apertado resultado.

O Flamengo foi eficaz no aproveitamento das oportunidades, sobretudo as emocionais geradas pelas reclamações locais com a arbitragem, e confirmou o equilíbrio do conjunto. A equipe do Paschoalotto arriscou mais, mostrou empenho na busca do resultado e, ao final, amargou derrota por pouco. Como em todo tradicional jogo de basquete equilibrado, entre dois campões, uma vantagem de dois pontos foi consolidada durante os dois segundos finais do confronto. 

Barrios foi o cestinha da partida com 25 pontos e também se destacou com seis assistências. Pelo Flamengo, Olivinha converteu 22 pontos e foi disparado o melhor nos rebotes (15), com duplo-duplo.

Jogo

Os três primeiros minutos ficaram marcados por apenas três pontos de cada lado, com muitos erros de ataque. Bauru arriscou várias bolas de três desde o início, a maioria em vão. Mas o Flamengo também não começou com boa pontaria. O equilíbrio deixou 21 pontos para cada lado cravado ao final dos dez minutos iniciais.

No segundo quarto, o Flamengo foi mais eficiente em bolas de dois pontos e abriu, com boas sequências de contra-ataque, 39 a 33, até então a maior diferença do jogo. A dois minutos do final do segundo período, os cariocas conseguiram abrir dez. Bauru reagiu e à metade do jogo fechou sete pontos atrás: 48 a 41.

No terceiro quarto, bastaram três minutos para Bauru reduzir a desvantagem para apenas um ponto. Quando o jogo empatou em 54 pontos, o árbitro Pelissari apontou falta técnica por reclamação de Ricardo Fischer. O Flamengo se aproveitou e abriu seis pontos, minando o esforço bauruense àquela altura. Bauru continuou tentando reequilibrar e terminou o quarto três pontos atrás: 72 a 69.

No último quarto, Bauru chegou a baixar a desvantagem para dois pontos. Mas o atual campeão brasileiro seguiu com mais coesão e soube lidar com a pressão. Mas final de jogo de basquete é como pipoca na frigideira: quente o tempo todo, mas é nos últimos instantes que as sementes explodem pra todo lado.

Na Panela de Pressão local foi assim de novo, ontem. A equipe da Paschoalotto reclamou bastante em outra falta aplicada a favor dos cariocas, quando o placar anotava diferença apertada de dois pontos. Bauru lutou, mas o time de vermelho e preto venceu o Pascholotto: 96 a 94.

O próximo jogo do time no NBB será dia 5 de janeiro, em Mogi das Cruzes, e, em seguida, no dia 7 de janeiro em Fortaleza, contra o Basquete Cearense. O elenco será liberado neste domingo (22), para as comemorações de Natal e Ano Novo e o retorno está programado para o primeiro dia útil de 2014.


Controvérsia em relação à arbitragem

O técnico Guerrinha elogiou o empenho e a vontade de vencer do Bauru Paschoalotto, mas não deixou de lamentar a postura da arbitragem em pelo menos três lances.

“O time teve espírito, o desgaste do final de calendário é algo natural e foi superado com dedicação e tivemos superação. Mas não tivemos a vitória hoje em razão de alguns erros da arbitragem”, avaliou.

Para o comandante da equipe local faltou leitura de jogo da arbitragem em pelo menos uma situação crucial. “A bola está indo para o cesto em um segundo para acabar o jogo e é lógico que o cara está indo em direção ao aro, não vai passar pra ninguém. Mas ele sofre a falta e é três lances. Mas não foi só isso. O Ricardo levou uma falta técnica, mas em seguida no banco para o Flamengo era sempre a próxima e a próxima. De fato, hoje, erros cruciais fizeram a derrota nossa em um jogo de esperado equilíbrio”, concluiu Guerrinha.

Mas o ala Marcelinho, pelo Flamengo, considera que o árbitro foi lúcido em apontar faltas contra Bauru, mesmo sob pressão da torcida. “Estamos com alguns jogadores contundidos e isso nos faz diferença (ausências como a do Marquinhos), mas temos jovens entrando muito bem, como o Chupeta que tem sido decisivo em jogos, mas o árbitro fez sua parte e foi bem. É natural a pressão”, disse. Para o flamenguista, a arbitragem não teve peso no resultado. “É normal o time de casa trazer a torcida para o jogo. O árbitro não pesou no resultado”, finalizou.

Do lado de fora da quadra, o ex-técnico da seleção brasileira de basquete, Antonio Carlos Barbosa, sintetizou: “Um jogo de muito equilíbrio, onde os detalhes poderiam fazer qualquer uma das equipes vencer. Final de temporada, desgaste, momentos instáveis de Bauru, momentos instáveis do Flamengo. Bauru sentiu a falta do Murillo e o Flamengo do Marquinhos e de mais alguns no conjunto. Mas o árbitro tomou decisões em razão do momento do jogo, não acredito que isso tenha prejudicado Bauru. Foram faltas que o árbitro enxergou e foram aplicadas. Estão de parabéns as equipes pelo comportamento em quadra”, concluiu.

 

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