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JC Saúde
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Teste rápido para aids
Mais um avanço no combate à aids. O Ministério da Saúde anunciou na última semana que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um novo tipo de teste rápido de aids no próximo ano. O teste, que é novidade no Brasil, é feito por meio de fluido oral. O objetivo é oferecer o diagnóstico para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços de saúde que atendem às populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública. Inicialmente, o teste será usado a partir de março por 40 organizações não governamentais (ONGs) parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. No segundo semestre, o diagnóstico rápido será oferecido na rede do SUS.

Primeira etapa
Na primeira etapa, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua terão prioridade para fazer o teste. O kit para fazer o teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para fazer o teste, é preciso que a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal nos 30 minutos anteriores. Também é preciso retirar o batom e evitar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos.

Manual técnico
O ministério também anunciou a aprovação do novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças, que complementa os procedimentos para os testes de HIV no país. O documento também traz a possibilidade de confirmação do diagnóstico com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente.

Esforços pela hanseníase
O embaixador especial da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, veio ao Brasil na última semana e lamentou o fato do País ainda não ter atingido o patamar estabelecido pelo organismo para erradicação da doença, que é menos de um caso da doença a cada 10 mil habitantes. Ao lembrar os avanços da ciência, que garantiram tratamento e cura, ele enfatizou que é preciso intensificar os esforços para atacar a doença, marcada pela discriminação e pelo estigma.

Estranhamento

"O Brasil é um país capacitado para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas é o único que não conseguiu eliminar a doença. É uma questão muito estranha", disse o embaixador, durante solenidade, na Câmara dos Deputados, da qual também participaram integrantes da Frente Parlamentar de Erradicação da Hanseníase e Doenças Elimináveis. Sasakawa destacou, por outro lado, o empenho do Brasil para garantir o pagamento de indenização a pacientes que foram segregados em razão da doença. "Neste aspecto, o Brasil é o país mais adiantado e deve servir de modelo para o mundo", acrescentou.

Meta até 2015
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é eliminar a hanseníase - menos de um caso para cada 10 mil habitantes - até 2015. "Para a eliminação da hanseníase é necessário a execução de ações programáticas, como diagnóstico, tratamento, vigilância dos contatos, prevenção de incapacidades e reabilitação física, além da educação em saúde. Atualmente, essa endemia atinge cerca de 29,3 mil pessoas em tratamento no país. A doença tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS", informou a pasta. Conforme o ministério, país registrou cerca de 33 mil casos novos em 2012, queda de 32,6% em comparação a 2002, quando foram identificados 49 mil novos casos.

Direitos humanos
Para o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), coordenador da frente parlamentar, ainda que o Brasil seja referência na reparação às violações de direitos humanos, é já pague indenizações a ex-pacientes, é preciso avançar mais e estender essa reparação aos filhos que foram separados dos pais que tinham hanseníase até a década de 1980. O isolamento de pessoas com a doença, imposto oficialmente pelo governo, durou pelo menos 40 anos.

Afastamento compulsório
No fim da década de 1940, uma lei federal determinou o afastamento compulsório de recém-nascidos filhos de vítimas da doença, o que provocou a separação de milhares de famílias. Muitos dos filhos desses pacientes, nascidos nos chamados leprosários, foram abandonados à própria sorte ou levados para unidades conhecidas como preventórios. "Temos que trabalhar em duas frentes: na erradicação da doença e pela reparação dos direitos humanos também dos filhos, na medida em que se retirou dessas crianças o direito do convívio familiar, tendo sido internados em condições de alta violação (de direitos). Isso tem que ser reparado", disse. As informações são da Agência Brasil.

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