Tribuna do Leitor

Lembrem-se, bauruenses, do nosso Norusca


| Tempo de leitura: 2 min

É de se espantar como o futebol brasileiro anda mal das pernas não só dentro das quatro linhas do gramado, mas também administrativamente, com gente que tenta se aproveitar da situação ao invés de realmente colaborar com o clube e com o futebol profissional. A impressão que se tem à primeira vista é que o futebol profissional é algo do tipo que só demanda investimento, do qual fica cada vez mais complicado captar recursos e cotas de patrocínio para financiar a imensa e cara folha de pagamento. É óbvio que muitos clubes de futebol passam por situação semelhante à do nosso querido Norusca. Não digo apenas clubes modestos, o C.R. Flamengo está ameaçado de fechar as portas!!!

Desde criança sempre fui um amante do futebol, indo inúmeras vezes ao Alfredão na companhia de meu pai e depois, quando já mais crescido, com amigos ou até mesmo sozinho acompanhar momentos de glória ou fracasso da Maquininha Vermelha.

Confesso que, desde minha primeira viagem em 2009 à Europa, onde até mesmo fui criticado por um amigo francês que mora em Bauru, meus 30 dias de turismo se resumiram a visitar clubes e agremiações futebolísticas em Portugal, Espanha e França, para entender a grandeza e a organização do Futebol Europeu.

Pelo pouco que vi, deu para constatar que no Brasil há gente demais que não quer ver os problemas resolvidos no nosso futebol. Desde então, reuni esforços para uma empreitada maior, que seria passar uma temporada morando na Europa para realmente acompanhar um torneio do início ao fim. Pois bem, durante 12 meses morei em Berlin, capital federal da Alemanha, onde pude presenciar as duas equipes locais, BSC Herta Berlin e Union FC, disputarem a 2ª divisão da Bundesliga. O Herta subiu e já disputa os primeiros jogos da temporada 2013-2014 contra os times da 1a divisão, o Union segue sua luta para tentar avançar e também conseguir o tão sonhado acesso.

Não só a Alemanha, mas vários países europeus possuem futebol milionário, não apenas as grandes equipes, mas até mesmo as pequenas, contam com estrutura. Tudo se resume em não apenas captar recursos e injetar dinheiro na equipe só como investimento, mas também como fazer o próprio clube gerar receita para não se tornar tão dependente de investimentos e patrocínios. Mas, para isso, são necessárias algumas perguntas: quantos sócios-torcedores o Noroeste tem atualmente? Qual a média de público pagante em jogos em casa?

Qual a quantidade média de torcida o Noroeste tem nos jogos como visitante? Qual foi o último talento revelado pelo clube e quanto gerou de lucro? É claro que existem mais questões a serem levantadas, pelo que vejo por aqui, o buraco fica muito mais embaixo do que apenas essa análise superficial. Desejo de coração que o Noroeste possa trilhar o seu caminho com sucesso para termos de volta as glórias do passado que este manto vermelho e branco tanto nos enche de orgulho. Avante! Avante! Noroeste!

Marcelo Machado Pereira

Comentários

Comentários