O governo do Sudão do Sul disse ontem que rebeldes tomaram a Capital de uma região produtora de petróleo, à medida que crescem os temores de uma guerra civil étnica no país mais jovem do mundo.
A ONU anunciou estar tentando apressar o envio de mais forças pacificadoras ao empobrecido e territorialmente isolado Sudão do Sul, enquanto potências estrangeiras exortaram os dois lados a parar de lutar, temendo pela estabilidade de uma região já frágil da África.
O governo do Sudão do Sul afirmou em sua conta no Twitter que não detém mais o controle de Bentiu, a Capital de Unity State.
“Bentiu atualmente não está em nossas mãos, mas nas mãos do comandante que declarou apoio a Machar (o ex-vice-presidente Riek Machar)”, disse o governo.
No sábado, o ministro da Informação, Michael Makuei, disse que John Koang, um comandante do Exército em Unity State, desertou e se juntou ao líder rebelde Machar, que o havia nomeado governador do Estado. Mas o governo de Juba declarou ainda ter o controle dos campos de petróleo essenciais à economia.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse em uma coletiva de imprensa em Manila que a Organização das Nações Unidas planeja enviar recursos de outras missões pacificadoras na região para o Sudão do Sul. “No momento estamos tentando ativamente transferir nossos recursos de outras missões pacificadoras, como a da República Democrática do Congo, e de algumas outras áreas”, afirmou.
“E também estamos buscando apoio de outros países-chave que podem fornecer os meios necessários”, acrescentou.
Embates entre grupos rivais de soldados na Capital Juba uma semana atrás se espalharam pelo país, que conquistou a independência do Sudão em 2011 depois de décadas de guerra.