Esportes

De volta às origens

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Após uma temporada complicada na Alemanha, o volante bauruense França quer retomar o bom futebol em 2014. Neste ano, o jogador sofreu após descobrir que estava com tuberculose, em fevereiro, um mês depois de chegar ao Hannover. O atleta, revelado pelas categorias de base do Noroeste fez todo o tratamento e voltou à Europa na metade do ano, mas acabou não tendo espaço no elenco do técnico Mirlo Slomka na Bundesliga (Campeonato Alemão).


Com contrato até 2016 com o Hannover, França está próximo de ser emprestado por um ano ao Palmeiras, onde fez exames médicos nos últimos dias. “Realmente, já passei por avaliações médicas, mas ainda não tem nada confirmado (sobre contratação). Estamos esperando alguns detalhes para acertar”, confirma o jogador de 22 anos, que depois de sair do Norusca, em 2012, atuou no mesmo ano pelo Coritiba, no Brasileirão, e defendeu ainda o Criciúma na campanha do acesso à Série A do Brasileiro, também em 2012, sendo logo em seguida negociado com o Hannover.


França voltou ao Brasil na última semana, e durante o período entre o Natal e o Ano Novo, aproveita a estada em sua cidade natal para treinar com o professor Paulinho Iacanga, seu primeiro treinador, antes de ir para o Noroeste. Os treinos acontecem no campo e na academia da Sociedade Hípica de Bauru, onde também funciona a escolinha Talentos 10, comandada por Paulinho ao lado de “Seo” Jorge, pai do goleiro Giovanni, do Atlético Mineiro.


“Cheguei no domingo passado em Bauru, passei o Natal com a minha família e agora já estou treinando com o Paulinho, que é também meu empresário (ao lado de Marcelo Lipatin). Tenho que pegar firme nesses dias aqui, para chegar bem condicionado em 2014”, destaca.



Retomada


“Esse ano que está terminando não foi fácil. Era um sonho ir para a Europa, jogar na Alemanha, mas acabei ficando doente, seis meses fora dos gramados, e perdi espaço no time. Conversei com meus empresários, e entendemos que seria bom tentar uma volta ao Brasil, jogar em um clube aqui em 2014, fui bem no Noroeste, Criciúma, no Coritiba também”, avalia o volante. “Nesse ano que vai entrar, quero retomar o que ficou para trás em 2013”, relata.


Apesar da temporada difícil no aspecto esportivo, França ressalta o aprendizado que teve morando fora do Brasil neste ano. “Foi muito bom, tanto para mim como também para minha família. Minha esposa e minha filha foram para lá, minha mãe estava lá agora também. Acabei não jogando nenhuma partida oficial, mas disputei três amistosos, fui bem em todos, recebi elogios da imprensa de lá inclusive”, pontua.

 

Seleção é sonho

Ainda jovem, com 22 anos, França naturalmente almeja um dia chegar a Seleção Brasileira. Afinal após a Copa de 2014 um novo ciclo começará visando o Mundial de 2018, quando novos atletas deverão ter oportunidade. E estar em um bom momento no futebol brasileiro será crucial. “Ainda sou novo, falar que um jogador não sonha com Seleção é hipocrisia, todo mundo quer chegar lá. A própria Seleção tem muitos jogadores jovens, quem sabe posso chegar lá”, reitera.


Caso seja emprestado ao Palmeiras no próximo ano, o jogador inicialmente teria de retornar ao Hannover em 2015. Mas seguir em campos tupiniquins é outra possibilidade. “Essa possibilidade de voltar existe, mas nada impede de ser emprestado para algum clube no Brasil agora e fazer carreira por aqui”, afirma França, agora com 25 tatuagens no corpo – a maioria feita no período em que estava morando na Alemanha.

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