Internacional

Estudante islamita morre em protesto em faculdade

Folhapress
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Um estudante islamita foi morto ontem em confronto entre islamitas e as forças de segurança no campus da Universidade Al-Azhar, no Cairo, durante protesto contra o decreto do governo interino que considerou a Irmandade Muçulmana um grupo terrorista.


O protesto terminou com um incêndio em dois prédios da universidade, provocado pelos alunos, que puseram fogo em parte do mobiliário. A instituição de ensino é um dos principais locais de protesto da “semana da ira”, convocada por grupos islâmicos para se revoltar contra o governo controlado por militares.


Na quarta-feira, o governo considerou a Irmandade Muçulmana um grupo terrorista, após um atentado que deixou 14 mortos e mais de cem feridos em Mansura, na terça. Desde quinta, dia de começo dos atos, seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.


Segundo a estudante ativista Shaimaa Mounir, o jovem morto se chamava Khaled el-Haddad, um apoiador da Irmandade. A morte foi confirmada pela televisão estatal, embora o governo ainda não tenha comentado a respeito.


De acordo com o Ministério do Interior, os prédios que abrigam as faculdades de Arquitetura, Comércio, Ciências e Direito Islâmico ficaram parcialmente queimados após os estudantes colocarem fogo em parte do mobiliário para impedir a realização de provas. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas.


Em seguida, as forças de segurança conseguiram dispersar os islamitas com bombas de gás lacrimogêneo e liberaram o acesso da faculdade a outros alunos que não participavam do ato.


O incêndio ocorreu em meio aos confrontos entre os manifestantes e policiais. O governo afirma que prendeu mais de 60 estudantes e apreendeu bolsas com pedras, fogos de artifício, coquetéis molotov e uma bolsa com pregos.

 

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