Tribuna do Leitor

O psicopata urbano


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É uma pessoa comum. Bom emprego, família e filhos. Relaciona-se bem na sociedade, demonstrando ser calmo e solidário. Agora... coloquem esse cara atrás do volante de um carro. Muda completamente a personalidade. Já antes de sair, dá seta e, se alguém passar na frente a pé, mete a cabeça para fora e grita: - "Não vê que eu estou dando a seta para sair, seu estúpido!". Ele se compara ao Rambo, personagem do Silvester Stalone. Faca nos dentes e uma metralhadora cruzada no peito. Torce para alguém que lhe dê a oportunidade para extrapolar toda sua ira. Se o veículo da frente dá uma pequena guinada para a direita, talvez para desviar de um buraco, já vocifera descarregando seu vocabulário arrebatador: - "Quer me jogar para cima da calçada, seu idiota!". Enfim. Chega em casa. Guarda o carro e já vê sua esposa. Muda de caráter como num passe de mágica. Ela lhe diz: - "E aí, tudo bem? ? "Sem problemas querida, o dia correu maravilhosamente". Abraça-a e aos filhos como uma pessoa normal e até... delicada.

Na verdade, tudo isso acontece por termos um código nacional de trânsito ultrapassado e negligente. Chega-se ao ponto de um psicopata desses, levar no carro um pedaço de pau e sem qualquer motivo parar, descer e arrebentar a cabeça de um transeunte. Ele sabe que depois da covarde agressão tem o carro para sair rapidamente do local. Foge em "sua máquina de guerra", pouco se importando se o agredido morreu ou não. Se acontecer a mínima possibilidade de ser preso, paga uma pequena fiança e vai embora.

Na frente do juiz, qualquer advogado o defende... e ganha. Graças a esse maldito código penal, também falido. Pronto! Já está nas ruas novamente para aprontar, talvez coisa pior. Quem sabe entrar em um cinema com um revólver e matar três ou quatro pessoas? Ele acha superdivertido" - "Meu Deus!". É uma loucura o que está acontecendo com as pessoas! Disse uma vez aqui: - "Parem o avião que eu quero descer!" Digo-o novamente!

Luiz Carlos Pasquarelo

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