As chuvas de verão estão por vir para mais uma vez depararmos com as inundações nos pontos mais baixos da cidade em Bauru, em especial a avenida Nações Unidas. Na ocasião da construção, faltaram projeções para o futuro da área urbanizada com maior extensão impermeabilizada. Soluções mais econômicas e eficazes existem, sim. Tais como, de parte em parte, escavar em uma profundidade e em largura o suficiente para receber as águas pluviais dos dois lados da avenida em toda a extensão da via em canal de concreto, aberto ou fechado. Construção de poço de retenção das águas nos vãos largos existentes em toda a extensão da Nações, Octavio Pinheiro Brizola e em outras áreas vazias e isoladas também ajuda a evitar inundação nas enxurradas.
Quanto à inundação que ocorre na Alfredo Maia, na Vila Falcão, retirar as terras com retroescavadeira a uma profundidade o suficiente formando uma ou mais bacias na minha opinião resolveria a questão com menor custo ao cofre público. Não há perigo de rompimento por não ser dique e nem barragem. Não há preocupação com transbordamento e/ou erosão, se bem feito. Basta enfileirar as bordas com pedras. Teremos uma belíssima paisagem após a retirada dos trilhos da sucateada ferrovia. E alargar os córregos eliminando os capins e matas que os rodeiam. Teremos a nossa cidade com melhor paisagem e eliminaria a proliferação de mosquitos transmissores de dengue. Impedir qualquer construção a uma distância mínima exigida no Código das Águas evitaria futuras cobranças.
Para ter uma ideia, na cidade de Amsterdam, na Holanda, as ruas são quadriculadas em canais largas e profundas, cuja nação tem três quartos da área abaixo do nível do mar e com intensas chuvas, em muitas nas três estações do ano. Na cidade de Rio de Janeiro, Capital, tem um canal com mural com pouco ou mais de um metro de altura com o qual evita inundação. Na cidade de São Paulo, Capital, tem canal estreito e profundo sem qualquer proteção nos dois lados da rua e não tomei conhecimento de inundação nessa área e nem morte por afogamento nesse canal. Questão de conscientização dos que vivem ao seu redor.
Engenheiros civis, arquitetos, defensores do meio ambiente e outros, profissionais ou não, com certeza, tem sim, opiniões e ideias melhores. A todos quantos lerem a minha opinião acima, vamos nos unir e apresentar ideias e opiniões através dessa coluna do JC reservada aos leitores, na esperança de ao menos uma delas servir para uma Bauru mais bela e romântica, distante do sofrimento a cada inundação.
Shigueko Sakai