O alemão Michael Schumacher, 44 anos, passou por uma nova cirurgia em virtude do traumatismo craniano que sofreu no último domingo em uma estação de esqui nos Alpes franceses. De acordo com a equipe médica do Centro Hospitalar Universitário de Grenoble, na França, o alemão apresentou uma leve melhora, mas até o fechamento desta edição, continuava em estado crítico.
“A situação melhorou um pouco após uma a nova cirurgia”, declarou o médico Jean-François Payen em entrevista coletiva, ontem pela manhã (horário de Brasília).
Os médicos decidiram por uma nova cirurgia após o heptacampeão mundial de Fórmula 1 passar por uma tomografia na qual foi constatada uma “leve melhora” em seu quadro de saúde. Na operação, foi drenado o hematoma situado na área esquerda do cérebro, e instalado um dispositivo para diminuir a pressão intracraniana.
“As próximas horas são cruciais. Ganhamos um pouco de tempo em sua evolução”, acrescentou Payen.
Apesar da leve melhora, a equipe médica não quis dar uma previsão e ressaltou que ainda resta “caminho a percorrer”.
A esposa de Schumacher, Corinna, assim como seus filhos, Gina Maria, de 16 anos, e Mick, de 14, e seu irmão, o também ex-piloto Ralf, o acompanham no hospital.
Capacete em duas partes
Schumacher está internado desde domingo, quando sofreu traumatismo craniano e ficou em coma após acidente de esqui nos Alpes franceses. Ele se chocou com uma pedra enquanto esquiava com o filho Mick, 14, e três amigos. De acordo com o diretor-geral da estação, Christophe Gernignon-Lecomte, o ex-piloto esquiava em uma área fora da pista da estação.
Um dos socorristas que o atendeu logo após o acidente disse ao jornal alemão “Bild” que o trauma fez o capacete do piloto se dividir em duas partes.
Sem querer se identificar, o profissional ainda afirmou que “dava para ver uma grande quantidade de sangue”.
Schumacher, que completará 45 anos no dia 3 de janeiro, é o piloto com mais títulos mundiais na história da F-1 - sete entre 1994 e 2004 - e venceu 91 provas em sua carreira.