Primeiro dia ano 2014.
Logo cedo, apanhei a enxada pra a cavar meu pedaço no deserto.
Morrendo de ânsia. Cavei e cavei sem parar.
A areia me respondia com pó na cara.
A sede me agoniava. O sol estalando abrasava.
Boca seca, lábios feridos.
Planos para o porvir na porção das minhas areias.
Eu que nunca fizera, prostrado, clamei aos céus!
Ouvi no vento a Energia eterna.
â?? Vai! Cave mais uma vez! Cave! É preciso repetir sem parar até a água jorrar. A água do céu é a tua vida!...
Cavei! E o deserto regozijou.
A enxada não estava mais onde a deixara.
Uma sombra ocupava seu espaço junto à fonte.
Cavar para ouvir Deus e encontrar a água da vida!
Cavar! Não importam os calos na alma...
Munir Zalaf