O primeiro dia de 2014 ainda estava “nascendo” quando a violência mostrou sua cara em Bauru. O ajudante de pedreiro Luis Gustavo Maciel, 24 anos, foi morto com duas facadas na região do abdômen, por volta das 3h da madrugada de quarta-feira (1). O autor não foi preso, mas está identificado. Segundo a polícia, é o marceneiro Rafael Zacarias, 33 anos, que é marido de uma prima da vítima. O motivo teria sido a falta de pagamento de um serviço prestado.
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Douglas Reis |
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Faca utilizada no crime foi apreendida pela polícia |
O crime aconteceu na quadra 5 da rua Aurélio Duarte, Parque Paulista. Segundo informações da polícia, a vítima participou de uma festa de virada do ano em uma chácara junto com a prima dele, mulher do autor do crime.
Após as comemorações nos primeiros instantes do Ano Novo, Maciel, que havia ingerido bebida alcoólica segundo testemunhas, decidiu cobrar a dívida deixada por Zacarias, que estava em sua casa, local do crime.
Para isso, se apossou de uma faca e um pedaço de madeira. Entrou no imóvel com facilidade, uma vez que não há muro na frente da casa. Arrombou a porta da cozinha e, ao tentar entrar no imóvel, foi surpreendido pelo marceneiro, que desferiu duas facadas em seu abdômen.
Ferido e cambaleando, o ajudante de pedreiro lutou pela vida. O sangue espalhado nos muros laterais da casa mostra a tentativa de pedir socorro. Ele andou cerca de 50 metros e caiu no meio da rua de terra. O socorro foi acionado.
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Douglas Reis |
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Manchas de sangue ficaram na parede do muro lateral da casa |
A mancha de sangue no meio da rua mostra o local exato onde Luiz Gustavo Maciel deu os últimos suspiros. O marceneiro fugiu sem que alguém visse o rumo que ele tomou. A irmã da vítima foi a primeira a chegar ao local. Ao ver o irmão quase morrendo, gritou por socorro e entrou em estado de choque. Uma unidade do Samu atendeu a solicitação, mas encontrou a vítima já em vida. A equipe acabou socorrendo a irmã dele, que precisou de cuidados médicos.
A casa do autor do crime estava vazia na manhã de ontem. Um vidro do vitrô da frente estava quebrado e os muros laterais ainda continham sangue do ajudante de pedreiro. O silêncio tomava conta do imóvel, ocupado pela mulher, marido e duas crianças.
Uma vizinha, que preferiu não se identificar, disse que a família ocupava o imóvel há 15 dias e que não deu nem tempo de conhecer o casal e as crianças. “Depois do crime, a mulher e as crianças foram para a casa de parentes. O marido está foragido”, comentou. Segundo ela, a irmã da vítima gritava muito por socorro, o que a levou a usar o celular e pedir uma viatura policial e a acionar o Samu. “Fiquei com medo de sair de casa. Mas chamei a PM e o Samu.”
Outro vizinho, que também não quis ser identificado, contou que já tinha festejado a chegada do novo ano e, em função da ingestão de bebida alcoólica, dormia. Não ouviu nem mesmo o pedido de socorro.
