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Sete feriados poderão ser emendados neste ano

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Dos 14 feriados programados para 2014 em Bauru, metade poderá ser emendada com o fim de semana, o que é motivo de comemoração entre os trabalhadores e de preocupação para os estabelecimentos comerciais.

Embora o número de dias de descanso extra seja o mesmo do ano passado, os jogos da Copa do Mundo, programados para ter início em junho, irão garantir mais tempo de trégua do trabalho e desacelerar o ritmo produtivo da cidade.

João Rosan

O economista Reinaldo Cafeo: “Durante os jogos, o foco dos trabalhadores não estará voltado exclusivamente ao trabalho”

Em relação aos feriados, ao todo, nove cairão em dias de semana, sendo três prolongados (de segunda ou sexta-feira) e outros quatro “emendáveis” (de terça ou quinta-feira). É o caso do Dia do Trabalho, Corpus Christi, Natal e, tradicionalmente, o Carnaval, comemorado sempre em uma terça-feira. Já Tiradentes cairá em uma segunda-feira e o aniversário de Bauru, assim como o Dia da Paixão de Cristo, emenda automaticamente o feriado de sexta-feira com o fim de semana.

Além do 1º de Janeiro, o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932 será comemorado em todo o Estado em uma quarta-feira, 9 de julho. O Dia da Proclamação da República cairá no sábado e, assim como a Páscoa, os feriados de Independência do Brasil, de Nossa Senhora Aparecida e de Finados serão celebrados em domingos.

O número de dias extras de descanso em 2014 é o mesmo do ano passado, assim como a quantidade de feriados prolongados ou passíveis de serem emendados. Mas, neste ano, o País sediará a Copa do Mundo, o que deverá garantir algumas horas a mais de folga para os trabalhadores.

Horário especial

Considerando apenas os três jogos que o Brasil disputa na primeira fase, a expectativa é de que a cidade – assim como o resto do País – pare nas tardes de 12, 17 e 23 de junho, que cairão, respectivamente, numa quinta, terça e segunda-feira.

“Durante os jogos, o foco dos trabalhadores não vai estar voltado exclusivamente para o trabalho. Da mesma forma, as vendas do comércio ficarão truncadas, porque haverá desinteresse pelo consumo no horário dos jogos”, avalia o economista Reinaldo Cafeo.

Como consequência, a produtividade e o faturamento dos vários segmentos da economia devem cair, o que é alvo de certa preocupação entre empresários, que já não estavam otimistas diante da estimativa de crescimento de apenas 2% para o País, em 2014. Mas, de acordo com ele, não é possível precisar se indústria, comércio e serviços sofrerão prejuízos consideráveis, já que a maioria das empresas já se planejou para iniciar o ano em ritmo intenso de trabalho.

“Como o calendário escolar de 2014 será antecipado em função da Copa do Mundo e o Carnaval será em março, há uma perspectiva para que o mês de janeiro já comece forte, mesmo que a partir da segunda quinzena, para compensar a desaceleração do meio do ano”, pondera.


Prejuízo será contornado, diz CDL

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alceu Camargo, garante que o comércio de Bauru não será prejudicado pela paralisação das atividades durante os jogos da Copa do Mundo. A previsão é de que as lojas funcionem em meio expediente nos dias em que a seleção brasileira entrar em campo.

De acordo com Camargo, o fechamento das lojas não deverá trazer prejuízos consideráveis aos lojistas, que deverão lucrar com a venda de produtos relacionados ao campeonato, como bandeiras, camisetas e bonés, além de televisores, bebidas e fogos de artifício, entre outros itens. “Para muitos estabelecimentos, o aumento nas vendas será significativo”, pondera.

O impacto negativo também será minimizado porque, diferentemente do ano passado, em 2014 quatro feriados cairão no domingo, reduzindo o número de dias úteis em que as lojas devem ser fechadas. No ano passado, apenas o Dia de Tiradentes, além da Páscoa, foi comemorado no domingo.


 

Folgas

A concessão das folgas durante os jogos da Copa do Mundo, assim como a possibilidade de emendar feriados que caem na terça ou quinta-feira, deverão ser negociadas pelos funcionários junto às empresas, que têm se tornado cada vez mais flexíveis. Nos dias em que estão programadas partidas da seleção brasileira, a tendência é de que os empreendimentos funcionem em meio expediente ou, dependendo da necessidade, em sistema de plantão, com revezamento de equipes.

“Muitas trabalham com banco de horas e os funcionários que tiverem horas extras certamente terão prioridade para a compensação”, analisa o economista Reinaldo Cafeo.

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