Um detento fugiu por um dos portões de entrada do complexo prisional de Pedrinhas, no Maranhão, na noite de anteontem. Nem mesmo a presença de homens da Tropa de Choque da PM e da Força Nacional de Segurança bastaram para impedi-lo.
Pedrinhas já acumula 62 mortes de detentos desde 2013. Diante das constantes rebeliões, com decapitação de presos, órgãos como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Procuradoria Geral da República e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cobram uma solução da governadora Roseana Sarney (PMDB).
A assessoria do governo do Maranhão informou que a fuga ocorreu quando o monitor da guarita deixou o local antes da troca de turno - e o detento aproveitou a oportunidade para escapar.
O governo disse que o monitor foi punido “e não está mais prestando serviço” no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas.
Ainda segundo o governo, o Estado “está adotando providências complementares nas unidades prisionais” da capital para garantir a segurança.
Entre as ações estão a ampliação da vigilância com câmeras de monitoramento, a intensificação das revistas nas celas e o reforço da fiscalização interna, com o batalhão de choque da PM, e do lado de fora, com rondas de carros da polícia.
Até as 19h50 de ontem, o fugitivo não havia sido localizado.