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Justiça decreta prisão preventiva de mãe e padrasto de Joaquim

Folhapress
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A psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29, mãe do menino Joaquim Ponte Marques, 3, voltou à cadeia neste sábado (4) após a Justiça decretar sua prisão preventiva e também a do seu marido, o técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28, padrasto do garoto.

Reprodução/Internet

Segundo a investigação policial o menino teria sido morto dentro da casa

O padrasto foi denunciado pelo Ministério Público sob a suspeita de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Natália foi denunciada por omissão.

O corpo de Joaquim foi achado no rio Pardo, em Barretos, em 10 de novembro. Para a polícia e a Promotoria, Longo matou a criança dentro da casa da família, no Jardim Independência, com uma superdosagem de insulina o garoto era diabético.

Depois, ainda conforme a denúncia, jogou o corpo no córrego Tanquinho, localizado a cerca de 200 metros de distância. O córrego deságua no ribeirão Preto, que é afluente do rio Pardo.

Segundo o diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Osinski Júnior, Natália foi encaminhada à cadeia feminina de Franca (400 km de São Paulo).

Já Longo permanece na Delegacia Seccional de Barretos (423 km de São Paulo). A prisão temporária do padrasto de Joaquim venceria no próximo dia 10. Agora, com a prisão preventiva, ambos devem ser transferidos para um CDP (Centro de Detenção Provisória), onde devem permanecer até o final do julgamento, se não houver novo recurso.

Natália ficou presa por um mês nesta mesma cadeia, mas foi liberada por meio de um habeas corpus no dia 10 de dezembro.

O promotor Marcus Tulio Alves Nicolino entregou na quinta-feira à Justiça a denúncia contra o padrasto e a mãe do menino Joaquim.

Outro lado

Cássio Alberto Gomes Ferreira, advogado de Natália, afirmou que ainda não teve informações sobre a prisão da psicóloga. Ele está fora da cidade e disse que não conseguiu entrar em contato com a família.

Já Antônio Carlos de Oliveira, advogado de Longo, disse na noite deste sábado que deve protocolar um pedido de habeas corpus para o seu cliente até a próxima quarta-feira.

"A comoção social em si não é motivo idôneo para a decretação da [prisão] preventiva", afirmou. O advogado alega que não há motivos para que Longo fique preso, já que ele sempre "contribuiu com o andamento das investigações, tem residência fixa e emprego idôneo".

    


 

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