Um projeto idealizado pelo ginecologista e obstetra Calixto Felipe Hueb no ano de 2001, na cidade de Macatuba, doou aproximadamente quatro mil mudas de árvores para a mãe ou pai das crianças que nasceram na cidade. O médico pretende implantar o projeto na rede particular, mais especificamente na Unimed/Lençóis Paulista, onde é presidente.
A ideia é fazer com que os pais adotem a árvore e ensinem seu filho a fazer o mesmo, além de beneficiar o meio ambiente. “Que a família ensine a criança a cuidar da árvore. Que elas cresçam juntas e que a criança passe a ver a árvore como uma irmã. Aqui no consultório ouço histórias lindas de crianças que abraçam as árvores plantadas pela família e as chamam de irmã. Que mostram para todo mundo citando que aquela planta foi ganha no dia de seu nascimento.”
Na contabilidade do médico, as doações de árvores feitas aos pais que moram em Lençóis Paulista não estão computadas. “Metade das minhas clientes é de Lençóis Paulista, também trabalho lá. Vou reunir os casos e montar um portal, vou cadastrar as crianças e suas fotos para que todos conheçam o projeto. Aqui na Santa Casa de Macatuba tem um livro ata de quando implantamos o projeto Plantar.”
No início, o próprio médico plantava e doava as mudas. “Eu fiz muitas mudas, hoje compramos. Na época da lichia eu plantava e quando a muda atingia um certo tamanho, eu doava. Tenho um neto que tem uma ‘irmã’ lichia que ele cuida com todo carinho. Fiz mudas de manga, acerola. São árvores de todos os tipos. Sempre pergunto para a mãe ou pai qual é a preferência deles. Alguns querem árvores grandes porque vão plantar em área rurais.”
Calixto Hueb enfatiza que no mesmo ano que implantou o projeto de doação de árvore para cada nascimento, outras cidades aderiram à ideia. “Essa é a ideia, que outros municípios conheçam e façam a adesão. O meio ambiente vai agradecer com certeza.”
Gravidez é um período especial que merece aplausos
Toda mulher sonha em ser mãe. Mas quando o bebê nasce e o médico entrega o primogênito em suas mãos, a fase está encerrada com um simples tchau e boa sorte. Por considerar essa situação muito fria, o médico ginecologista e obstetra Calixto Hueb resolveu adotar algumas estratégias.
“Eu era um médico iniciante quando observei que a dinâmica do parto e do nascimento do bebê era uma coisa muito fria. Pensei em incrementar porque não me conformava que aquela mulher, que a partir de então era uma mãe, ia sair do hospital com apenas um tchau e boa sorte. Então criei o diploma de mãe. Para cada mulher que ganhava um filho, eu dava um diploma.”
No diploma ‘caseiro’, ele escrevia várias coisas. “Eu escrevia uma mensagem, coisas lindas. Dizia que a partir daquele momento ela iria ser mãe e que deveria cuidar com carinho daquele novo integrante da família etc. A Santa Casa de Macatuba prosseguiu com a ideia. Modificaram o diploma, era mais romântico e hoje, mais prático. A pediatria daqui também dá diploma de mãe.”
Depois de um tempo, Hueb achou que aquilo não era suficiente para contemplar a mulher que se tornava mãe. “Adotei a fotografia. Fazia fotos no centro cirúrgico dos primeiros momentos do nascimento, do parto, da mãe com a criança etc. As fotos eram passadas para um CD que eu presenteava a família ainda no hospital.”
Toda mulher sonha em ser mãe. Mas quando o bebê nasce e o médico entrega o primogênito em suas mãos, a fase está encerrada com um simples tchau e boa sorte. Por considerar essa situação muito fria, o médico ginecologista e obstetra Calixto Hueb resolveu adotar algumas estratégias.
“Eu era um médico iniciante quando observei que a dinâmica do parto e do nascimento do bebê era uma coisa muito fria. Pensei em incrementar porque não me conformava que aquela mulher, que a partir de então era uma mãe, ia sair do hospital com apenas um tchau e boa sorte. Então criei o diploma de mãe. Para cada mulher que ganhava um filho, eu dava um diploma.”
No diploma ‘caseiro’, ele escrevia várias coisas. “Eu escrevia uma mensagem, coisas lindas. Dizia que a partir daquele momento ela iria ser mãe e que deveria cuidar com carinho daquele novo integrante da família etc. A Santa Casa de Macatuba prosseguiu com a ideia. Modificaram o diploma, era mais romântico e hoje, mais prático. A pediatria daqui também dá diploma de mãe.”
Depois de um tempo, Hueb achou que aquilo não era suficiente para contemplar a mulher que se tornava mãe. “Adotei a fotografia. Fazia fotos no centro cirúrgico dos primeiros momentos do nascimento, do parto, da mãe com a criança etc. As fotos eram passadas para um CD que eu presenteava a família ainda no hospital.”
Primeira vez
A bióloga Carla de Moraes Daré está experimentando o sabor de ser mãe pela primeira vez. Ela ganhou uma muda de árvore frutífera que será plantada em sua casa. Ela pretende ensinar a recém- nascida Ana Lívia Daré Nogueira a cuidar da árvore.
“Sou bióloga e a preservação do meio ambiente já faz parte da minha rotina. Quero que minha filha aprenda a cuidar da árvore como se fosse sua ‘irmã’.”
Edite Correa de Moraes Daré foi secretária do médico Calixto Felipe Hueb e explica que muitas das árvores distribuídas para as clientes do obstetra estão na região. “Em cidades das redondezas, porque muitas mulheres, até de área rural, eram atendidas em Macatuba.”
Nascem uma criança e uma árvore
Em 2001, quando a mídia noticiava incessantemente o desmatamento da Floresta Amazônica e os cientistas falavam sem parar sobre o buraco na camada de ozônio, o médico Calixto Hueb se sensibilizou e pensou em unir o nascimento a uma árvore. “Eu sabia que era um trabalho de formiguinha que eu ia fazer, mas resolvi encarar a empreitada. Foi assim que nasceu o projeto Plantar.”
Hueb achou que se cada criança que nascesse recebesse uma árvore, estaria ajudando o meio ambiente e educando as crianças para que elas respeitassem a natureza e preservassem as árvores. “Embora fosse uma contribuição pequena, afinal em Macatuba nascem de 20 a 30 crianças/mês, eu estaria ajudando a natureza. Pensei que, dando o exemplo, outras cidades seguiriam e a plantação de árvores poderia ser muito grande em todo o País. Hoje, percebo que o projeto alcançou seu objetivo, pois outros municípios adotaram a ideia.”
Em 2001, quando a mídia noticiava incessantemente o desmatamento da Floresta Amazônica e os cientistas falavam sem parar sobre o buraco na camada de ozônio, o médico Calixto Hueb se sensibilizou e pensou em unir o nascimento a uma árvore. “Eu sabia que era um trabalho de formiguinha que eu ia fazer, mas resolvi encarar a empreitada. Foi assim que nasceu o projeto Plantar.”
Hueb achou que se cada criança que nascesse recebesse uma árvore, estaria ajudando o meio ambiente e educando as crianças para que elas respeitassem a natureza e preservassem as árvores. “Embora fosse uma contribuição pequena, afinal em Macatuba nascem de 20 a 30 crianças/mês, eu estaria ajudando a natureza. Pensei que, dando o exemplo, outras cidades seguiriam e a plantação de árvores poderia ser muito grande em todo o País. Hoje, percebo que o projeto alcançou seu objetivo, pois outros municípios adotaram a ideia.”
Paixão pela profissão
O ginecologista e obstetra Calixto Felipe Hueb é uma pessoa de sorriso fácil, daquelas que pelo olhar a gente percebe que é um apaixonado pela profissão. Formado pela Faculdade Federal de Medicina do Triângulo Mineiro, ele se especializou em ginecologia/obstetrícia no Hospital das Clínicas de São Paulo, mas a opção aconteceu no 3º ano de estudos quando passou a frequentar um hospital particular paralelamente à faculdade.
“Eu sempre gostei dessa área. Acho muito bonito o nascimento, me encanta. Tenho paixão pela medicina. Outro dia ouvi um psicólogo falando que quando os filhos seguem a profissão do pai é porque eles têm o pai como ídolo. Quando eu li aquilo fiquei feliz, porque meus três filhos fizeram medicina. Embora nenhum deles tenha se especializado em ginecologia/obstetrícia. Um é oftalmologista, outra é dermatologista e o terceiro é psiquiatra. Minha esposa ajudou muito nisso porque sempre os incentivou a seguir a carreira do pai.”