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Agradeço

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 1 min

O Dia da Gratidão é amanhã. Sinceramente, você já agradeceu por existir segunda-feira? Não é assim de todo mal, mas... Faz de conta que a gratidão é para hoje.

Então, antecipando em um dia, não custa agradecer. Há motivos para isso. Tem uma música de 2007 do Paul McCartney só sobre esse sentimento/gesto: "Gratitude". "Estou tão agradecido por tudo. Como explicar o que significa?"

A gratidão em si parece palavra fora de moda. Mas como não ser grato hoje? Acabo de voltar de uma viagem em família. Fomos acolhidos por Carlinhos, Lucirene e toda a turma boa de lá. Acolhimento da melhor qualidade. "Show my gratitude, gratitude, show my gratitude".

A gratidão é base de crenças, como na Seicho-No-Ie. "Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará de modo positivo": taí um dos mandamentos de seu criador em 1930, Masaharu Taniguchi. Vamos respeitar.

Claro que há distorções e usos indevidos da gratidão ao longo da história porque, afinal, estamos falando de nós, humanos: falhos por essência, ingratos por circunstância.

Tenho certeza de que nem toda gratidão é sincera e até já deve ter sido instrumento de manipulação, de dominação. Mas, para mim, continua sendo apenas uma prova de lealdade e reconhecimento. Se inocência na maturidade for crime, declaro-me culpado.

Para alguns, é o segredo da felicidade: gratidão. Não sei se chega a tanto, mas ser grato cumpre bem o seu papel edificante (e, por vezes, exorcizante). Haverá sempre uma grata surpresa por aí. Alô, inventor da gratidão: muito obrigado.

O autor, João Pedro Feza, é editor executivo do JC

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