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Copa faz papelarias adiantarem vendas de material escolar

Por Clara Roman | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Papelarias têm se adiantado na preparação para o período de compra de materiais escolares. Com o anúncio de que escolas e faculdades particulares iniciariam as aulas já no fim de janeiro devido ao recesso da Copa, em junho, as lojas reforçaram o estoque mais cedo, com a expectativa de que os pais iriam às compras no início do mês.

Na papelaria Lepok (zona sul de São Paulo), no último sábado o fluxo de pessoas já foi maior do que o normal nesta época do ano. Segundo a papelaria, as próprias escolas estão antecipando as listas devido a mudança no calendário.

Na papelaria Real (zona sul), o movimento já foi maior em dezembro, devido a antecipação da lista pelas escolas, segundo o gerente Felipe Sala. "Para a gente é até bom, porque divide o fluxo", afirma. Mesmo assim, ele acredita que a maioria dos pais deixará para as últimas duas semanas para comprar material.

Denis Borges, administrador da rede de papelarias Universitária, afirma que eles se prepararam para receber o público mais cedo devido a alteração, mas a expectativa não se confirmou.

Na papelaria Japuíba (zona norte), o processo foi semelhante. Segundo Mário Siotani, o aumento do fluxo devido ao novo calendário foi muito sutil. "Os pais vão deixar para a última hora", diz ele. "Foi um pouco melhor que no passado, mas nada excepcional", diz.

O Procon-SP (órgão de defesa do consumidor) divulgou alguns cuidados para esse período.

São eles:

-Reaproveitar material do ano anterior

-Pesquisar e guardar material publicitário; a propaganda deve ser cumprida pelo lojista

-Algumas lojas dão descontos em compras em larga escala; nesses casos, vale a pena reunir um grupo grande de compradores

-Material com marcas e personagens podem ser mais caros devido a licença para utilizá-los paga pelos fabricantes

-Colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas etc. devem ter explicitado em sua embalagem informações sobre data de validade e componentes

-A escola não pode exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento, determinar marcas e locais de compra ou cobrar taxa de material sem dar a opção ao pai comprar material próprio. Também não pode cobrar por materiais de uso coletivo (como produtos de limpeza e higiene)

-A exigência de compra em local específico só pode ocorrer no caso de apostilas

-Exija a nota fiscal e confira todos os itens

-Ao comprar em camelôs informais, a pessoa não poderá exigir troca pois não há emissão de nota fiscal

-Somente se a escola possuir uma marca devidamente registrada poderá estabelecer que a compra seja feita na própria escola e/ou em outros estabelecimentos pré-determinados.


 

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