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Sindicato diz ter alertado Petrobras sobre refinaria meses antes de fogo

Reuters
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Trabalhadores da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, avisaram a Petrobras em outubro de que a unidade, que teve que ser parcialmente paralisada no sábado depois de um incêndio, estava “perigosamente” acima da capacidade, disseram representes sindicais.

Desde agosto, a Petrobras vinha usando a unidade de coqueamento da Reduc para processar cerca de 6 mil metros cúbicos por dia do resíduo, 20% mais do que a capacidade de 5 mil metros cúbicos, disse o sindicato.

“A Petrobras está operando no limite, e nós alertamos eles repetidamente que havia um risco iminente de acidente”, disse o presidente do Sindipetro de Duque de Caxias, Simão Zanardi. “Este foi um final de ano muito ruim para nossos trabalhadores na Reduc e em outras refinarias de Petrobras.”

Representantes da Petrobras não responderam a pedidos por telefone e e-mail no domingo e ontem para comentar as críticas do sindicato sobre segurança e operações. A empresa também não respondeu como a produção da Reduc foi afetada pelo fogo no sábado, no mais recente de uma série de incidentes na unidade e em outras refinarias.

A unidade de coqueamento da Reduc converte resíduos em diesel, gasolina e gás de cozinha. Outras unidades de refino da Reduc também produzem estes produtos, disse o sindicato.

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