Bairros

Falta de energia afeta comerciantes

Por Cinthia Milanez | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Ar-condicionado de um restaurante quebrou por conta do apagão; prejuízo de mais de R$ 2.000,00 em um dia

Comerciantes da Vila Universitária, em Bauru, estão apreensivos. Desde o verão do ano passado, proprietários de estabelecimentos localizados na rua Sebastião Lins são vítimas constantes de oscilações ou de quedas abruptas de energia elétrica.

A endocrinologista que trabalha na quadra 2 da rua Sebastião Lins, Nancy Bueno Figueiredo, conta que a situação começou a piorar em dezembro do ano passado e o problema continua neste mês.

“No ano passado cheguei a desmarcar três períodos de consultas e, neste ano, deixei de atender dez pacientes em uma tarde. Isso porque eu não tenho condições de fazer consulta sem as fichas dos pacientes, que estão salvas nos computadores, e sem o ar-condicionado. Tenho de proporcionar o mínimo de conforto a eles”, explica.

O proprietário de um restaurante localizado na quadra 2 da rua Sebastião Lins, Marcelo Travagli, conta que, anteontem à tarde, teve de liberar 120 clientes sem que eles pagassem a conta depois de um blecaute.

O único ar-condicionado do restaurante quebrou e o calor no interior do estabelecimento estava insuportável. Travagli contabilizou um prejuízo de R$ 2.800,00 em apenas um dia por conta da falta de energia elétrica.

“O pior de tudo não foi o prejuízo em dinheiro. Esses blecautes de energia podem queimar a imagem do meu restaurante. Os clientes estão almoçando sob um calor insuportável até eu conseguir consertar o ar-condicionado. Quem vai querer ficar muito tempo em um lugar assim?”, desabafa.

Uma imobiliária que fica na quadra 1 da mesma rua também sofreu um blecaute anteontem à tarde. De acordo com a gerente do local, Ana Paula Lacerda, os funcionários ficaram sem ter o que fazer das 13h às 16h. Por outro lado, terão de trabalhar um pouco mais nesta semana para colocar tudo em dia.

“Você constrange o cliente que chega aqui, porque a falta de energia impede o uso de computadores, uma das principais ferramentas de trabalho. Ficamos, portanto, sem ter o que fazer uma tarde inteira e agora teremos de trabalhar até mais tarde para correr atrás do prejuízo”.

Segundo a funcionária de um salão de beleza da rua Sebastião Lins, Adriana Silva, a última sexta-feira foi bastante inusitada para os clientes, que tiveram os cabelos lavados com água esquentada no fogão.

No estabelecimento, a energia elétrica vive oscilando, mas nunca chegou a cair. Mesmo assim, Adriana conta que isso impede o uso de secadores ou de chapinhas. Sorte que os clientes foram compreensivos e optaram por serviços que não exigiam o uso de energia.

Todos os comerciantes entraram em contato com a CPFL Paulista, que estabelece um prazo de até quatro horas para a resolução de problemas como esse. Entretanto, logo depois que os técnicos vistoriam os locais, os blecautes voltam a acontecer.

Em nota, a assessoria de imprensa informou que realiza um levantamento, junto ao Centro de Operações da empresa, das informações sobre o fornecimento de energia na rua Sebastião Lins, na Vila Universitária, e responderá o mais breve possível.

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