Aceituno Jr. |
|
|
Em 1990, Mauro Marino foi jogador do Noroeste na Copinha e agora comanda o Aquidauanense/MS |
O técnico Mauro Marino conhece bem o Estádio Alfredo de Castilho. Ele fez parte do time noroestino campeão paulista de aspirantes, em 1990, cuja final contra o São Paulo foi disputada na preliminar da decisão do Paulistão, entre Bragantino e Novorizontino. Marino também integrou o elenco do Alvirrubro na Copa São Paulo de Futebol Júnior daquele ano, quando atuava ao lado de nomes que depois se consagrariam em grandes clubes, como o volante Claudecir (que foi para o Palmeiras) e o zagueiro Emerson (com passagem marcante por Portuguesa e São Paulo).
Após vestir a camisa do Norusca, Marino jogou por outros clubes, e depois seguiu com a carreira de treinador, hoje à frente do Aquidauanense, do Mato Grosso do Sul. E depois de 24 anos, ele tem a oportunidade de retornar a Bauru, desta vez como adversário, para comandar sua equipe na Copa São Paulo de Futebol Júnior.
“Joguei aqui em uma época boa, tive a chance de ser campeão paulista de aspirantes, com o Basílio (técnico da equipe), jogamos a Copinha, passamos de fase naquela ocasião. Depois só tive contato com o pessoal de Bauru por telefone, Internet. Agora tive a oportunidade de vir aqui, e rever alguns amigos, como o Robertinho (roupeiro), Rodrigues (massagista) e mais um pessoal antigo da imprensa”, comenta o treinador.
Apesar dos mais de 700 km que separam Bauru de Aquidauana, Marino mantém-se a par do momento vivido pelo Norusca. “A gente sabe que o clube não está em seu melhor momento, e lá de Aquidauana estou sempre torcendo pelo Noroeste, afinal tive uma passagem feliz por aqui”, pondera. “A estrutura física do Noroeste não mudou tanto de lá para cá, pelo que eu percebi, o que precisa mudar no futebol de hoje em dia é a gestão. Os clubes precisam sempre ser geridos por pessoas profissionais e com um planejamento”, avalia.
Projeto
Esta não é a primeira passagem de Mauro Marino pelo Aquidauanense. Assim como Luciano Sato no Noroeste, Marino se divide no comando do time principal e da base, e teve o primeiro trabalho no Azulão de Aquidauana há cinco anos. Depois, saiu e retornou, tendo hoje uma grande identificação com a equipe.
“Temos o presidente João Garcia no comando, é um projeto maior na verdade. Estamos colhendo os frutos do trabalho, já é a terceira Copa São Paulo da equipe, já fomos vice-campeões de profissionais do Mato Grosso do Sul, participamos da Copa do Brasil. O intuito é revelar jogadores ao time principal e também revelar valores”, explica Marino.
O treinador acredita que o futebol do Estado poderá crescer mais nos próximos anos. “O futebol sulmatogrossense está em evolução. Atualmente existe uma parceria com a TV Morena, que é a afiliada da Rede Globo no Estado, e até 2016 todos os clubes terão uma cota de TV e terão as partidas exibidas pela emissora”, relata.
Marino elogiou ainda a estrutura da sede de Bauru. “Em termos de estrutura física, tanto para a estadia dos clubes, transporte, o próprio estádio. O Noroeste e a Secretaria de Esportes de Bauru estão de parabéns, a cidade está sediando muito bem esta chave da Copa São Paulo”, afirma o treinador, que deve contar amanhã com a torcida bauruense, diante do Santo André, para avançar à segunda fase – boa parte do público já estava a favor do Aquidauanense contra o Flamengo após a eliminação do Noroeste.
Na última rodada da fase de grupos, o já eliminado Noroeste encara o Flamengo às 16h, sendo o jogo de fundo entre Aquidauanense e Santo André, às 18h. As partidas têm entrada gratuita.
Bauru deve sediar 2.ª fase
A Federação Paulista de Futebol (FPF) já comunicou a sede de Bauru, através da Secretaria Municipal de Esportes (Semel), que a cidade está praticamente certa como uma das subsedes da segunda fase – quem avançar do Grupo I deve permanecer no Alfredão. “A repercussão dos jogos em Bauru foi boa, e a organização gostou muito do que viu aqui. Temos 99% de chance de receber um jogo da próxima fase, o que está dentro da previsão de custo para o município, na ordem de R$ 120 mil para a Copa São Paulo”, detalha o secretário municipal de esportes Roger Barude.
