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Funcionários retomam atividades no viaduto inacabado

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 3 min

Após paralisação pelo período da manhã, os funcionários da Bema Construções, empreiteira vencedora da licitação para executar a obra do viaduto inacabado na avenida Nuno de Assis, retomaram os trabalhos, na tarde desta quarta-feira (8), em Bauru.

As atividades retornaram após os pagamentos atrasados serem pagos. Desde as 7h até o início da tarde de hoje (8), 16 funcionários ficaram na alça, que estava sendo concluída, para protestar contra falta de pagamento. 

Éder Azevedo

Funcionários da empreitera responsável pela obra no viaduto inacabado na Nuno de Assis realizam paralisação

A paralisação

Segundo o diretor de organização e mobilização do Sindicato dos Trabalhadores, Josefino Cândido de Oliveira, a reivindicação foi pela falta de pagamento desde dezembro. “Éramos para receber um adiantamento no dia 20 de dezembro e não foi feito. Além disso, o pagamento de janeiro também não entrou. Queremos uma solução e, até alguém nos explicar os motivos pelos atrasos, ficaremos aqui”, afirma.

Éder Azevedo

Cerca de 16 funcionários realizam a paralisação na obra do viaduto

Ainda de acordo com Josefino, a empreiteira e o Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, foram comunicados sobre a paralisação. “A prefeitura nos informou que as medições estão regularizadas. Não entendo o porquê dos atrasos. Então, não sairemos do viaduto até termos a resposta”, finaliza.  

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru informou que os pagamentos à Bema Construtora e Incorporadora está em dia conforme as medições apresentadas pela empresa, restando apenas o pagamento da última medição que está dentro do prazo de 45 dias para ser realizado.

No entanto, a assessoria esclarece que, no intuito de auxiliar a empresa, a Prefeitura Municipal irá realizar o pagamento referente a esta última medição até esta quinta-feira (9).

A novela do viaduto inacabado

Conforme o JC publicou, a novela da primeira alça se arrasta desde 1993 e foi responsável pela geração de parte da monstruosa dívida federalizada do município, que consome mais de R$ 12 milhões ao ano dos cofres da prefeitura. O viaduto tem como meta ficar pronto em fevereiro, 11 meses depois do primeiro prazo estabelecido e dois anos após o início da obra, que sofreu atraso de repasses federais, liberados por emenda parlamentar da bancada paulista da Câmara Federal. O preço inicial para concluir a primeira alça do viaduto era de R$ 5,9 milhões.

Éder Azevedo

Viaduto tem como meta ficar pronto em fevereiro, 11 meses depois do primeiro prazo estabelecido e dois anos após o início da obra

Até outubro de 2013, a Secretaria Municipal de Obras e a Bema Construções, de Piracicaba, viviam um impasse. O poder público oferecia aditivo de R$ 800 mil para a execução de obras complementares, mas a empreiteira não aceitava a oferta. Depois de muita negociação, a prefeitura decidiu fazer os serviços por conta própria e gastará cerca de R$ 300 mil com material.

Os serviços adicionais vão garantir a construção de acessos do viaduto até a avenida Nuno de Assis, com 61 metros de prolongamento, e até a praça Espanha, com 360 metros. Além disso, estão previstas as construções de calçamento para esses acessos e guarda-rodas de concreto para evitar colisão e queda de veículos do viaduto. Este último serviço foi contratando junto à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

O sistema de iluminação em led, custeado pela prefeitura, será o fator que mais vai encarecer a obra. A instalação custará mais de R$ 500 mil e o edital de abertura da licitação para contratação de empresa será publicado nos próximos dias. O prefeito Rodrigo Agostinho promete, para 2014, contratar o projeto executivo para a construção da segunda alça do viaduto. Há ainda quem questione a necessidade da obra. (Vinícius Lousada)

 

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