Polícia

Pai é preso acusado de molestar filha de 8 anos dentro de casa

Bruno Freitas
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Bruno Freitas

Priscila Bianchini: "As mães devem estar sempre atentas às mudanças de compartamento repentina das crianças"

Mais uma criança teve a inocência interrompida precocemente ao ser abusada pelo próprio pai, dentro de casa e longe dos olhos da mãe. A menina, de 8 anos, informou à mãe e à polícia que foi molestada várias vezes, no Jardim Nicéia. O acusado foi preso nesta quarta-feira (8).

Não foi o primeiro caso de estupro de vulnerável do ano em Bauru, mas foi o primeiro de 2014 que teve prisão temporária decretada. A família é muito simples. O pai, de 30 anos, é pedreiro, e a mãe, de 29, é dona de casa. O casal têm mais dois filhos. As identidades foram preservadas para não identificarem a vítima. Na reportagem, a menina será chamada pelo nome fictício de Amanda.

Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Priscila Bianchini, a mãe da vítima ficou desconfiada quando a menina começou a apresentar um comportamento diferente nos últimos dias.

O constrangimento de Amanda foi maior no início desta semana, quando a mãe foi procurar por ela no meio da noite, no quarto e no banheiro, mas não a encontrou. Depois, foi até a cozinha, que estava com a luz apagada, e se deparou com o marido e a filha, em ato suspeito, mas nada que ela pudesse configurar como crime.

Ainda de acordo com a delegada, no dia seguinte, a mãe chamou Amanda para conversar e questionou o que havia acontecido na cozinha. Amanda teria dito que o pai “estava mexendo nela”. Em seguida, a mãe procurou a polícia.

“Neste caso, não houve penetração na criança, mas o ato libidinoso, que é o abuso onde manipula as partes íntimas, mas sem conjunção carnal, apesar do ato não poder ser comprovado em laudo, para a polícia, este tipo de ação configura como crime de estupro”, disse Priscila Bianchini, que informou ainda que a palavra da vítima é muito importante. “A veracidade do olhar da criança também é fator que determina se ela foi ou não violentada”, completa.

O acusado não negou o fato para a polícia, mas, segundo a DDM, o pai alega que queria constatar se a criança estaria bem de saúde, ao invés de a levar para um pediatra.

Ele teve a prisão preventiva de 30 dias decretada pelo corregedor da 3ª vara de Bauru, Claudio Saad, e foi preso pela DDM e pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em sua residência, durante a tarde desta quarta-feira. Depois foi encaminhado para a Cadeia de Barra Bonita, onde aguardará o andamento do processo, cuja pena varia de 8 a 15 anos de prisão.

Amanda foi encaminhada para avaliação da perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru e depois receberá acompanhamento psicológico.

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