Observando a primeira página do JC do dia 4 de janeiro de 2014, senti novas perspectivas e esperança no aprendizado dos adolescentes das escolas do município de Bauru que irão conhecer ou visitar o mar, personagem de uma grandeza infindável e beleza misteriosa. O mar, já descrito nos versos dos mais sábios e cultos poetas e prosadores, muitas vezes como no "Os Lusíadas", é transformado em protagonista das crianças que vi nascer no Núcleo Fortunato Rocha Lima (Projeto Desfavelamento), carentes na época até de um direito fundamental que todo joão-de-barro tem por vocação de sobrevivência, ou seja, uma moradia digna.
Um mentor ousado, pois somente os que ousam atingem grandes metas, como o secretário de Desenvolvimento Econômico de minha ditosa Bauru, que analisou que uma secretaria pode ter parcos recursos, mas que o credenciamento pode levar além do horizonte do Interior, desde que busque alternativas e ferramentas legais para os grandes saltos. Foi o que aconteceu, já que em Bauru não tem, infelizmente, Secretaria de Turismo. E numa cidade que criou o famoso pinguim no cativeiro e foi notícia e lição para o mundo.
Caros leitores, o método mais eficaz de aprendizagem é aquele que traz nas suas fases alegria, novas culturas geográficas e históricas, além do essencial meio-ambiente, com didáticas e estratégias diversificadas e inovadoras, até no improviso. Nessas transições de fases e ambientes, os alunos vão amar mais ainda a escola, e na primeira oportunidade da volta, com certeza procurarão os amigos fiéis, o livro, o lápis e as canetas. Dependendo do que foi assimilado nessa viagem dos sonhos, escreverão até uma carta para alguém que lá ficou e talvez seja essa a única oportunidade que tiveram de pisar nas areias da praia e abraçar o mar. Parabéns por esse Projeto Viajante!
Catarina Carvalho