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Após denúncia de propina, Alckmin confirma permanência de secretários

Folhapress
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou ontem que os secretários Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico), Edson Aparecido (Casa Civil) e José Aníbal (Energia) estão mantidos no governo e afirmou que aguarda a conclusão das investigações sobre denúncias de formação de cartel e pagamento de propinas a agentes do governo paulista.

A “Folha de S.Paulo” revelou ontem que o ex-diretor da multinacional alemã Siemens Everton Rheinheimer, principal testemunha das investigações sobre o cartel dos trens, disse à Polícia Federal que tratou pessoalmente de propina com Garcia e um interlocutor de Aníbal.

A afirmação foi dada em resposta ao questionamento da reportagem feito após cerimônia de início das obras da SP-379, em Ibirá (163 km de Bauru). O governador cumpriu agenda pública durante a manhã na região de São José do Rio Preto (200 km de Bauru), com entregas de moradias e unidade de saúde.

Alckmin afirmou ainda que apoia a investigação dos órgãos de Justiça, mas não quis dar mais declarações. A entrevista que estava sendo concedida no local foi encerrada de forma abrupta pelos assessores que acompanhavam o tucano.

Conforme depoimento prestado pelo ex-diretor, divulgado parcialmente na decisão da Justiça Federal que encaminhou o caso para o Supremo Tribunal Federal, em dezembro, o secretário de Desenvolvimento Econômico recebeu propina na época em que presidia a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

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