Esportes

Vôlei: mudou tudo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Ezevedo

Técnico Airton Nascimento (à dir.) representou Bauru ontem na reunião da CBV, no Rio

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) realizou reunião na tarde de ontem para modificar a fórmula de disputa da Superliga B, a divisão de acesso para a Superliga, principal competição do vôlei feminino do País. A mudança foi necessária por causa da desistência do Santa Maria, do Rio Grande do Sul.

O clube gaúcho estava em um dos triangulares iniciais, ao lado de AABB/DF e São José dos Campos. A outra chave era composta por Preve/Conclig/Semel (Bauru), Leme e Cascavel/PR. Cada grupo teria as equipes se enfrentando em três triangulares, cada um na casa de um time, com os dois primeiros avançando às semifinais em melhor de três jogos e final em partida única.

Agora, a Superliga B será em turno e returno, com todos jogando contra todos. Preve/Concilig, Leme, São José, Cascavel e AABB/DF se enfrentarão a partir do último final de semana de janeiro, com os quatro melhores passando às semifinais, em cruzamento olímpico (1º X 4º e 2º X 3º), sendo que a semifinal será agora em jogo único, na casa do time de melhor campanha. A final também será em partida única no ginásio do clube de melhor desempenho.

Sem tabela

A estreia do Preve/Concilig na competição será no dia 25 deste mês (sábado), às 19h30, diante do Cascavel, no Paraná. O restante da tabela, incluindo o primeiro jogo na Panela de Pressão, ainda não foi definido. A final, antes prevista para 8 de março, deverá ocorrer somente entre o fim de março e o começo de abril.

Apenas o campeão garante vaga na Superliga da temporada 2014/15, que deve começar entre setembro e outubro deste ano – o clube bauruense vai disputar nesta temporada também a elite do Campeonato Paulista, a partir de junho.


Mais justo

Para o presidente da Associação Luso-Brasileira de Bauru (ALBB), Adriano Pucinelli, que também dirige o voleibol feminino, a mudança vai onerar mais as equipes, porém será benéfica no plano técnico. “Se a gente for analisar pelo aspecto técnico, iguala mais, todos vão se enfrentar, em casa e fora. Claro que é mais caro, são mais viagens, jogos mais longe, porém a gente estava em um grupo teoricamente mais forte também, agora vamos enfrentar todos”, avalia Pucinelli.

Para ele, é preciso entrar forte já no começo, pois os dois primeiros colocados terão boa vantagem pelo fato da semifinal ser disputada em jogo único. “Temos que buscar uma boa posição na tabela, pois quem chegar na liderança, vai poder atuar em casa na semifinal e em uma eventual final, e isso é um fator importante”, destaca, lembrando a Divisão de Acesso do Paulista de 2013, quando o time de Bauru atuou em casa na semi e na final e ficou com o título.

Para este ano, a base do elenco que subiu no Paulista foi mantido. Saíram apenas a levantadora Ana Laura e as ponteiras Helô e Nayara Felix, enquanto os reforços são as ponteiras Iannaê (ex-Rio Claro), Pully (ex-Araraquara), Nayara (ex-Pinheiros) e a oposta Vivian (ex-Piracicaba). Os treinos, em dois períodos, seguem acontecendo na Luso e na Panela de Pressão sob o comando do técnico Airton Nascimento.

 

Comentários

Comentários