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2013 (balanço final)

Ricardo Caversan
| Tempo de leitura: 3 min

Em todo final de ano a história se repete. Na ânsia de abandonar velhos hábitos e mudar para melhor, fazemos as maiores promessas de nossas vidas, desde as de simplicidade contagiante até as mais absurdas, votos de que no ano que vai se iniciar não vamos mais comer doces, abdicar do refrigerante, parar com bebida alcoólica, começar uma atividade física, frequentar sempre a Igreja, valorizar mais a família, diminuir o ritmo do trabalho, enfim, as mais malucas e variadas promessas.

E tão logo começa o ano, com suas atribulações e compromissos e datas festivas e o carnaval, vê-se as promessas, uma a uma caírem por chão, ficarem para trás, serem esquecidas com o mesmo vigor com que as fizemos antes da virada.

Vou tentar fazer diferente, vou fazer um balanço do ano que passou. Tentar resumir em poucas linhas 365 dias não é fácil, mas acredito ser possível.

Bom, profissionalmente falando, foi um ano maravilhoso, as vendas foram muito bem e, eu particularmente, tive o melhor ano desde 2.009 quando abrimos o escritório, e com isso o ganho também foi bom, graças a Deus.

Economicamente seria muito bom também, inclusive para aproveitar o bom momento e fazer uma reserva de dinheiro, para algum imprevisto ou período de vacas magras, mas, infelizmente não guardei, fui mês a mês pagando todas as contas certinho mas sem guardar nada, mas agradeço a Deus por não ter faltado nada.

Em família também foi tudo bem, um ano com a leitura do Evangelho do dia sendo feita todas as manhãs, a relação entre eu e minha esposa muito abençoada por Deus, muita força e Fé para enfrentar o dia a dia e nenhuma intercorrência a ser frisada.

Em termos de saúde, posso dizer que foi um ano meio difícil, mas também de vitórias, sou diabético, hipertenso e por isso tomo medicamento para os dois e para colesterol também porque devido a diabetes ele tem que estar mais baixo do que o normal para outras pessoas. Mas nesse ponto tomo a medicação toda direitinho e está tudo sob controle, os últimos exames mostrara-se muito em ordem e a doutora só recomendou que eu continue com a reeducação alimentar, a atividade física e tomando certinho os remédios.

Ainda na saúde tive duas crises de depressão, mal que me acometeu no final de 2011. Até aquele momento não entendia nada de depressão e até achava que era coisa de pessoas de cabeça fraca, muitos inclusive dizem ser "frescura", mas posso garantir, agora que passei pelo problema, que não é nem fraqueza nem frecura, é um distúrbio psíquico que meche com o nosso ponto de equilíbrio emocional e nos deixa meio desconcertados, com uma efusão de sentimentos ruins, tais como angústia, medo excessivo do futuro, mágoa, culpa, enfim, meche com as emoções e sentimentos de uma forma muito forte.

É necessário o apoio da família, as orações, se a pessoa está afastada da Igreja deve buscar uma religião e praticá-la, e a medicação, procurar um psiquiatra e, se for o caso, uma psicóloga e tratar, sem medo, sem preconceito, já li em algum lugar que males psíquicos são o mal do século, ou seja, depressão, TOC, síndrome do pânico, então, nada de vergonha, preconceito, apenas buscar ajuda e lutar, tudo passa, então é um dia estar melhor do que no outro e assim ver ela desaparecer de nossas vidas. Na religião foi um ano de recomeço, de retornar a frequentar as missas, a dobrar os joelhos para orar, a pedir e, mais importante de tudo, agradecer, adorar e louvar o Nosso Criador, que não me abandonou em nenhum momento de minha vida.

Bom, acho que é isso, esse é o balanço desse ano que terminou e, para 2014, não vou prometer nada: desejo apenas que o Senhor Jesus esteja, a cada dia, lado a lado comigo, iluminando meu caminho e abençoando a minha vida. Que as crises cessem e eu possa viver em paz.


O autor, Ricardo Caversan, é sócio em escritório e atua em administração

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