Está marcada, para o dia 18 de maio, a audiência final do caso do vigia Fabio Rogerio Bomtempo, baleado por dois oficiais da Polícia Militar de Bauru na madrugada do dia 21 de junho de 2009.
Fábio trabalhava como vigilante em uma escola localizada na rua Fortunato Resta, na Vila Giunta. Na época, um grupo de pessoas havia fugido após invadir o colégio e o funcionário foi atrás delas.
Dois policiais militares passavam pela região quando, supostamente, viram disparos de arma de fogo na direção deles e revidaram, declarando legítima defesa. Fábio acabou atingido na perna direita e na mão esquerda.
Foi dada voz de prisão em flagrante por porte ilegal de armas ao vigia, que hoje responde em liberdade.
De acordo com o advogado de Fábio, Carlos Augusto de Carvalho, a tese da defesa se baseia no fato de que o vigia não portava arma de fogo durante o incidente. A expectativa de Carvalho é de que a Justiça decida a favor do seu cliente.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) de Bauru, os dois oficiais foram submetidos a um Inquérito Policial Militar (IPM) na época, concluindo que ambos agiram dentro dos parâmetros legais, ou seja, em legítima defesa.
Logo depois, o caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar, em São Paulo, que entendeu que a Justiça comum deveria finalizar o julgamento.