Embora não admita em público, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo adotou como principal linha de investigação a hipótese de que policiais militares estejam envolvidos na morte de 12 pessoas em Campinas (SP).
A Corregedoria da PM já designou agentes para a apuração, alguns à paisana. Pessoas estão sendo ouvidas com base no programa de proteção à testemunha. Ontem, foram ouvidos vizinhos e parentes de vítimas. Quinze testemunhas devem depor hoje.
Os ataques, ocorridos na noite de domingo e madrugada de segunda na periferia, teriam sido uma resposta à morte de um PM. Ele reagiu a um assalto em sua folga.
Ontem, o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o secretário Fernando Grella Vieira se reuniram em Campinas.
O prefeito disse ter pedido que as apurações não fossem conduzidas só pela polícia local. Por isso, agentes do departamento de homicídios foram enviados a Campinas.
"A cidade está muito assustada. Campinas nunca viveu algo semelhante. Por isso, pedimos toda a ajuda possível", disse Donizette.