Tribuna do Leitor

Secretarias Municipais


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Bauru é uma cidade com cerca de 400 mil habitantes. Eu vivo nela desde quando éramos apenas 50 mil e venho assistindo ao longo dos anos ao seu progresso espantoso. É por isso que, para poder administrá-la, o seu prefeito precisa da colaboração de seus diversos secretários municipais, dos seus vários setores como saúde, educação, transportes, cultura, assistência social, esportes e tudo o mais que se faz necessário para o bom andamento progressivo de uma grande cidade.

Atendo-me apenas à questão primordial, que é o espaço para poder funcionar, penso que os diversos secretários se incumbem de tomar providências no sentido de que as escolas, os postos de saúde, os fiscais de trânsito, os escritores, poetas e jornalistas, os atletas e os assistentes sociais tenham onde se reunirem para cumprirem os seus objetivos.

Mas, apesar de ser já uma grande cidade, que tem e merece ter uma Academia de Letras, ela não tem nem mesmo local onde se reunir, que seja por colaboração da prefeitura ou da Secretaria da Cultura nem nenhum tipo de apoio de qualquer órgão público, pois funciona apenas com a boa vontade de seus membros, com suas parcas contribuições mensais (você já viu intelectual rico?) e para poder se reunir conta com a boa vontade, a gentileza e a solidariedade da diretoria do Sesi que, por mais um ano, acaba de dar o teto para que nós, os acadêmicos bauruenses sem teto, possamos nos reunir.

Se Bauru, por sua pujança e progresso, inclusive intelectual, já faz por merecer uma Academia de Letras, é mais do que tempo que os poderes públicos se manifestem no sentido de dar algum tipo de apoio aos abandonados como moradores de ruas, que são os atuais acadêmicos da Academia Bauruense de Letras e que só não vivem se reunindo na rua, como pedintes, graças ao Sesi, pelo que somos profundamente gratos.

Isolina Bresolin Vianna

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