Após passar pela Câmara, um plano de gastos no valor de US$ 1,1 trilhão para este ano fiscal foi aprovado nesta quinta-feira (6) também pelo Senado americano, apesar da resistência republicana - em especial de membros do Tea Party.
O projeto, com 1.582 páginas, garante recursos para as agências federais e evita, até setembro, que toda a máquina federal seja paralisada de novo, como ocorreu em outubro passado. O texto, aprovado por 76 votos contra 26, segue agora para a sanção do presidente Barack Obama.
A lei detalha os recursos para 12 áreas orçamentárias e permite recuperar US$ 20 bilhões em programas internos que tinham sido cortados no ano passado.
Também aumenta o salário dos servidores federais e de membros das forças armadas, e evita cortes de pensão previstos para 2015 que afetariam alguns veteranos e esposas de militares.
Em ano eleitoral, a aprovação do plano de gastos representa um importante movimento de concessão de ambos os lados após a queda-de-braço no Legislativo que parou o país por 16 dias em outubro.
Reações
Quando foi votado na Câmara, na quarta-feira, republicanos, como o congressista pela Califórnia Tom McClintock, criticaram que, apesar de o plano de gastos ter sido ajustado aos níveis estipulados em dezembro entre os dois partidos, ele "destrói as únicas contenções significativas que existiam nas despesas federais".
Legisladores democratas, como James McGovern de Massachusetts, criticaram o pouco tempo que tiveram para examinar as mais de 1.500 páginas do orçamento, mas lembraram que a alternativa de um nova paralisação administrativa seria muito pior.