O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou ontem que 400 religiosos foram expulsos da Igreja Católica entre 2011 e 2012, durante o pontificado de Bento XVI, por acusações de pedofilia.
O anúncio é feito dois dias após o depoimento do embaixador da Santa Sé na ONU, Silvano Tomasi, ao Comitê de Direitos da Criança das Nações Unidas, em que negou as acusações de que o Vaticano teria acobertado os sacerdotes.
Lombardi afirmou que foram afastados 300 padres em 2011 e outros 100 em 2012. As expulsões foram feitas após uma década de escândalos de abusos sexuais cometidos por religiosos.
Na quinta-feira, a ONU pediu atuação firme do Vaticano em relação aos religiosos infratores. Em resposta, o representante da Santa Sé criticou a acusação de estaria tentando encobrir os crimes e que os abusadores serão punidos de acordo com o direito canônico.